
O jogo clássico de quebrar tijolos com uma barrinha rebatendo uma bola ganhou um joguinho do Google como easter egg, em homenagem aos seus 37 anos.

E em tempos de volta do Daft Punk, o Globo nos dá essa triste notícia.

A ideia era tão simples que era daquelas do tipo “como ninguém pensou nisso antes?”. Em 2001 a BBC lançou ao mundo “The Office”, criação do comediante Ricky Gervais e do roteirista Stephen Merchant. Era um programa que destinava-se a colocar uma lupa nas situações e particularidades do ambiente corporativo, por meio de um falso documentário mostrando o cotidiano do escritório regional de uma grande empresa de papel. Com um elenco capitaneado pelo próprio Gervais como o chefe sem noção David Brent, a série não durou muito – apenas 12 episódios, mais dois especiais de Natal e um episódio comemorativo que foi ao ar neste ano.
Porem o mundo só conheceu “The Office” de verdade quando o canal norte-americano NBC resolveu adaptar o conceito para a terra de Barack Obama, pondo a então revelação cômica Steve Carell (recém-saído de uma incrível participação em “Todo Poderoso” roubando a cena de Jim Carrey) como o chefe Michael Scott e completando o elenco com atores desconhecidos que criaram uma fauna típica do nosso trabalho de cada dia: o puxa-saco, a gordinha feiosa, a chata de galocha, o cínico que adora pegadinhas com os colegas, a secretária passiva e assim vai. O produtor executivo dessa versão ianque foi Greg Daniels, que trouxe seu know-how de trabalhos anteriores como “Os Simpsons” e “O Rei do Pedaço”.
Já eu cheguei a esse tema meio atrasado. Tentei acompanhar o “The Office” britânico primeiro, depois o americano, mas por algum motivo eu não me empolguei a passar do segundo episódio em cada um. Talvez tenha sido a decisão de priorizar outras séries – nessa época “Lost” e “24 Horas” ainda puxavam meu interesse. No entanto, no ano passado aderi à Netflix, e lá estava a “The Office” americana, pronta para ser degustada novamente, com várias temporadas à mão. Tentei novamente e aqui estou eu, no meio da terceira temporada em um momento crucial, pois depois de amanhã, 16 de maio, a série americana chegará ao seu fim com um episódio de uma hora de duração, após nove temporadas.
A longevidade da série me parece trazer a conclusão da vitória de uma ideia a princípio excelente, mas também cheia de riscos. Afinal, todo mundo tem suas histórias engraçadas e embaraçosas de escritório para contar nas rodas de amigos, mas era o tipo de coisa que talvez não desse certo na televisão. “The Office” rompeu com vários clichês dos seriados de humor: não há claques, não há trilha sonora, e sua montagem e movimentos de câmera estão longe de formalismos. Seu elenco é formado em imensa maioria por pessoas não muito bonitas, e o protagonista é um dos sujeitos mais desagradáveis dos últimos tempos, reunindo em uma só pessoa tudo que adoramos odiar em alguém.
O Michael Scott de Carell era infantil, egocêntrico, preguiçoso, sem trato com as pessoas, mas os produtores do programa sabiam bem que todos esses elementos negativos, com o intérprete certo, seriam o motor do programa. Michael Scott e seus comandados na verdade serviram apenas ao propósito de, por meio do humor, espelhar o derrotado que havia em cada espectador. Estou apenas na terceira temporada, mas pra mim ficou claro que Michael é como é simplesmente porque evita olhar dentro de si mesmo e sentir que ele não é um décimo da pessoa que gostaria de ter sido. E isso se reflete em maior ou menor grau em seus funcionários: o vendedor Jim usa o cinismo para disfarçar sua paixão por Pam e sua falta de interesse em qualquer coisa; Dwight usa seu jeito explosivo para ignorar sua inaptidão social; Pam usa sua discrição para se tornar invisível e o medo de tentar avançar na carreira e no relacionamento amoroso.
Ouço falar que nas últimas temporadas a série perdeu um pouco da força criativa, e a saída de Carell do elenco deve ter ajudado a piorar o quadro. Mas isso é o destino de qualquer seriado, morrer aos poucos; “Os Simpsons” é a exceção que foge a qualquer explicação racional. O importante é que o “The Office” americano cumpriu bem ao seu propósito: mostrar a cada espectador do grande público que ele não estava sozinho. Na verdade, este mesmo espectador deve ter se convencido que ele não deve ser menos estranho quanto todos os estranhos que o cercam no emprego. De perto, ninguém é mesmo normal.
P.S.: Talvez para pegar carona do bonde da sua cria, Ricky Gervais voltou à pele de David Brent nesta semana para mostrar que se dedicará às… aulas de violão!

O viral do dia (do mês? do ano?) com todos os méritos.

Para quem não tava sabendo, a Marvel agora cansou de dominar o cinema e quer fazer bonito na TV, com a série dos agentes da superorganização secreta com porta-aviões voadores, a S.H.I.E.L.D.

* Queens of the Stone Age – “I Appear Missing”: boa música, clipe incrível [aqui]. “My God Is The Sun”, o disco novo, sai em 3 de junho.

A Fact ouviu “Random Access Memories”, o disco mais esperado de todos os tempos da última semana, e gostou do que ouviu, além de ressaltar a mudança de direção do duo francês.
Check it out:
Liricamente, o álbum é cheio de referências a sentimentos, toques e músicas de amor no sentido mais puro possível, e isso não é frequentemente sutil. Às vezes, é como ouvir uma trilha sonora da Disney: Paul Williams com ‘Touch’ é o pior exemplo, mas ‘Motherboard’, ‘Beyond’ e ‘The Game of Love’ são todos bem afetadas. Em outros pontos, é tão prog que dói.
Globalmente, porém, é difícil não ser surpreendido pelo grande tamanho deste álbum. Isso é música IMAX adequada – cada batida da bateria soa como se estivesse a um milhão de quilômetros, cada parte da grade de freqüência geralmente tem alguma coisa acontecendo.
Mais aqui.

Segundo o Destak apurou, o Planeta Terra não apenas não acabou, ao contrário do que andavam boatando, como vai rolar em novembro. E a primeira atração (ainda) não-oficialmente confirmada seria a revivida banda de Damon Albarn.

De “Homem de Ferro” (2008) a “Os Vingadores” (2012) nos acostumamos a ver Robert Downey Jr. mesclar sua persona cool à de Anthony Stark, fazendo com que seja quase impossível distinguir quem é o milionário de papel e quem é o ex-junkie que voltou às luzes da ribalta. Mas sabemos que a maldição do terceiro filme pode ser implacável com uma franquia, então havia o medo de nem mesmo Downey Jr. salvar o herói enlatado da Marvel mais uma vez.







COMENTÁRIOS RECENTES