
Enquanto eu aproveito a Europa e deixo o blog em banho-maria, aproveite que você já está aqui mesmo e me ajude a saber quem é você, caro leitor ou leitora. Vai ser rápido e de quebra vai me dar subsídios para melhor servi-los.
Mas os dias andam simplesmente lotados. Infelizmente meus dias recentes têm sido mais ocupados com a vida off-cultura pop: pendências, trabalhos, atenção para a esposa, uma parada qe vai rolar daqui a duas semanas… Mas não esqueci da arte. É um tal de ir ver “Os Vingadores” de novo no cinema, o Sónar rolando nesse fim de semana, a Virada Cultural no fim de semana passado, vi Racionais MCs faz uns dias no Sesc Pompéia… fora as notícias que ando sim por dentro: trailers do Aranha e Batman, disco novo do Gossip (tá bom, mas esperava mais, depois falo), Damon Albarn (chatinho), Poliça (quem?) … enfim. Nesta semana devo voltar a postar aqui. Vai rolar de novo um hiato de novo no fim do mês, mas é por uma boa casa – pelo menos pra mim. Stay tuned.

Depois de me apersentar no telefone, perguntei a Pélico se este era nome mesmo ou nome artístico. Tudo bem, era uma informação que eu teria descoberto rapidamente em uma busca no Google, mas já que não fiz, o próprio disse que se chama Robson Pélico, é um paulistano tem 36 anos e apesar de ter contato com estúdios de gravação há quase duas décadas, só nos últimos seis anos ele vem soltando sua própria música no mundo. Tem um EP e dois discos na praça; o último, “Que Isso Fique Entre Nós”, é de 2011 e representa não apenas uma mudança estética – deixou a guitarra de lado e fez um trabalho mais contemplativo – como pessoal – expôs parte dos recentes fatos de sua vida íntima, principalmente uma difícil separação. E é enfim um nome para ficar atento, pois Pélico tem sensibilidade e influências para nos prover com muito mais boas canções daqui para frente.
Pélico no momento prepara uma cover de “Condicional”, do Los Hermanos, para um disco-homenagem produzido pelo blog de Belo Horizonte Musicoteca. Participarão ainda outros nomes celebrados como A Banda Mais Bonita da Cidade, Banda Gentileza, Cícero, Do Amor e outros.
Com vocês, a primeira parte da extrevista exlcusiva que Pélico deu a este blog.
Você já acumula quantos anos de carreira mesmo?
O primeiro EP que eu gravei foi em 2001. Mas até 2006 eu tive algumas paradas. Gravei um disco em 2003, tocava, parava… Mas comecei a encarar como uma carreira mesmo a partir de 2006.
E o que provocou essas paradas?
Bom, na verdade eu tinha encontrado minha turma. Tive banda aos 15 anos, mas sempre fui mais compositor, queria gravar minhas músicas e aí não batia, não achava as pessoas que queriam tocar comigo, só me acompanhar. Aí cheguei a gravar um disco em 2003 e ficava insatisfeito, “pô, não achava minha turma”, e isso me dava uma brochada. Mas em 2006 conheci uma galera que toca até hoje comigo, que é o Jesus Sanchez, meu produtor, o Régis Damasceno do Cidadão Instigado, o Marcelo Effori, que toca com uma galera aqui em São Paulo… isso me motivou muito e aí eu não parei mais.
Então você acha que trabalha melhor como artista solo?
Na verdade toda a estética dos meus discos foi construída a quatro mãos, por mim e Jesus Sanchez. Mas acho mais fácil, nunca soube lidar com banda. Essa coisa de todo mundo dar opinião… claro que até hoje os músicos dao opinião e acrescentam muito ao disco. Mas acho que pra mim não serve porque a banda fica em um formato muito fechado. E a cada música eu conto uma história, coloco instrumentos variados, cada disco tem uma estética… se eu tivesse uma banda seria muito difícil ter isso, que é uma coisa que eu valorizo muito. Então optei por uma carreira solo e um produtor para organizar tudo isso. Eu prefiro. Quer dizer, nem sei se prefiro, mas é que funciona melhor, sabe? É uma coisa de necessidade.
Esse segundo disco de 2011 é bem diferente do primeiro.
Sim, bem diferente.
O primeiro tem uma estética mais rock, e esse é mais instrospectivo.
Acho que foi um processo natural para mim. Quando eu gravei “O Último Dia de um Homem sem Juízo” eu queria que o disco soasse mais agressivo, pois eu estava passando por isso também, sentindo as coisas mais agressivas. E aí a minha vida começou a ficar mais serena, e as canções pediam isso, arranjos menos raivosos, priorizando mais a beleza das melodias. Queria que os arranjos contribuíssem para as canções, que valorizassem as melodias, e não queria nada brigando com isso. No anterior eu queria aquela raiva, nesse outro não.
Nesse último também há menos guitarra.
É um instrumento que ocupa muito espaço, né? (risos) A guitarra distorcida…
Mas você aposentou a guitarra para sempre?
Não, não. Nos shows eu toco. O show tem um pouco mais de pegada que o disco, é mais rock. Não diria rock, mas tem mais energia. Ao vivo tudo tem mais pressão. Eu não virei uma chave “eu não flerto mais com rock”. Eu adoro, ainda ouço muito. Acho que no fundo consigo mesclar um pouco mais. Adoro a sonoridade do “O Último Dia de um Homem sem Juízo”.
Tulipa Ruiz assina o release de seu disco, “Que Isso Fique Entre Nós”. Você acha que com essa mudança, estaria mais próximo do som dela, Jeneci e outros artistas dessa safra?
Cara, não sei. Não penso muito nisso. Somos amigos, nos conhecemos há uns três anos. Acho que foi um processo natural, muito mais reflexo da minha vida pessoal. Claro, ouço Tulipa, Jeneci, ouço a Tiê, Rafael Castro, Trupe Chá de Boldo, Apanhador Só, Mombojó… enfim, tudo isso acaba influenciando a gente, né? Mas eu acho que essa mudança tem muito mais a ver com o que eu estava passando na minha vida pessoal no momento do que uma busca por sonoridade. Quando a gente produziu, a gente sempre procura o que a canção pede, e não vamos atrás de transformá-la em alguma coisa. Tipo: “a letra fala isso, a melodia é assim, então vamos chegar com o arranjo para que isso seja valorizado”.
O arranjo é uma coisa fundamental para você no processo de gravação?
É, bastante. Eu trabalho há muito tempo em estúdio, desde os 17 anos, então peguei o gosto, sempre gostei de produção. Eu sempre coproduzo os meus discos, talvez pelas minhas influências: Mutantes, Tom Zé, Beatles… vi que os arranjos têm uma importância muito forte. Então talvez isso tenha uma influência por eu ser rato de estúdio, gosto de ficar brincando, de ficar testando: “olha, isso aqui é legal, isso aqui não é, isso aqui está atrapalhando…”, então eu gosto de trabalhar nesse sentido.
Pensa em ser produtor também?
Eu penso, gostaria de produzir algumas coisas, não ficar só coproduzindo as minhas. Quem sabe? Mais para frente eu pegaria alguma banda para produzir? Gostaria muito.
(Leia a segunda parte da entrevista aqui)

Amerigo Gazaway, do selo Gummy Soul, vai lançar o disco de mashup “Fela Soul”, que como entrega o nome, vai misturar os sons do gênio nigeriano com os mestres do hip-hop. Colocaram em sreaming os instrumentais das faixas e assim nos atiçaram para ouvir o disco completo. Ouça tudo aqui. Dica de Bárbara Scarambone.
Abaixo, uma faixa completa.

Como já disse uma vez Fernando Vanucci, já era hora da gente “reformular, mudar, ou… mudar de vez”. E cá estamos finalmente, superando os bons primeiros dois anos de blog em WordPress gratuito e migrando para endereço próprio, .com.br, como manda a cartilha de qualquer blog que se preze.
E claro, temos aí o layout novo já de cara. Convidei a talentosa designer Anneliese Pires para a recauchutada com base no bom trabalho que ela já havia feito nas paragens do Casa de Firulas. Como o know-how recente dela tem sido mais com blogs femininos, até temi que ela não conseguisse sacar as minhas intenções para o visual novo. Besteira, claro; tirou de letra e conseguimos dialogar muito bem sobre cada detalhe.
E qualé a desse visual novo, afinal? Queria uma cara minimalista que fosse uma continuidade do primeiro layout, sempre valorizando o conteúdo acima de tudo. A marca é forte e cola na vista assim que você abre a página, com destaque para o simbolozinho que sintetiza o conceito Quadrisônico. Sulcos do vinil, ondas de transmissão, quadradinhos da película de cinema, Wi-Fi, disquete antigo… essas foram algumas interpretações que colhi de pessoas próximas que puderam ver o logo antes. Cada um que dê a sua visão para a criança.
O preto-e-branco predominante (com linhas marrons sutis à direita), mais uma vez, funciona tão bem para ser notado quanto para não ser, isto é, é discreto o bastante para deixar os posts, imagens e links falarem por si. Tudo harmonioso, coeso e direto ao ponto quanto uma canção de John Lennon.
Já deu para perceber que gostei, mas e vocês, gostaram? Deem suas opiniões, sugestões, críticas e o que mais for nos comentários. Não que eu vá acatar tudo – afinal, alguma ordem há de ter – mas é bom saber para futuras mudanças. Vamos em frente.

É claro que só eu sei disso. Você, que está lendo isso agora, passa aqui por diversos motivos. Porque é meu amigo, porque gosta do que escrevo, porque gosta do que compartilho, porque achou o blog no Google, porque ficou curioso quando postei um link pro post do dia nos meus perfis de redes sociais. Mas será que para você faz diferença uma efeméride desta bodega? Bom, como eu sou o fundador, sócio majoritário, CEO, editor-chefe e principal redator deste blog, para mim a data é, como sempre, momento para refletir e quiçá melhorar umas coisinhas.
Como desde 1º de março de 2010 até hoje isso aqui sempre manteve a dupla função de hobby e projeto pessoal-amador-profissional de cultura pop com liberdade editorial, é claro que surgem ocasionais crises de identidade. Estou em uma agora. Ando produzindo menos posts – mas caprichando sempre que posso em cada um deles – e condzindo outras coisas na minha vida offline. Algumas dessas coisas são para melhor, outras são as burocracias e chatices de sempre da “vida de adulto”. E tem dia que falta assunto mesmo, falta tempo, inspiração, disposição, etc.
Enfim, você deve estar achando: “Vai, diz logo que vai fechar esse blog e para de aporrinhar”. Sinto muito, mas ainda não vai ser desta vez, muito pelo contrário. Muito em breve terei uma novidade, e pode ser que esta seja o incentivo que preciso para cuidar mais desta criança. E, quem sabe, convencer você a vir aqui mais vezes do que apenas pelo Google ou porque te convidei com links sedutores.
Espera aí, que venho já. Enquanto isso, clica aqui e fica brincando de psicodelia, como fiz na imagem acima.
Encerro a retrospectiva 2011 deste blog com uma revisão acerca da atuação do próprio blog ao longo do ano. Assunto que provavelmente interessa muito a mim e pouco a vocês – afinal, você que está lendo isso só vem aqui para se informar e divertir um pouco. Mas fica aqui como um misto de prestação de contas com sessão de terapia em aberto.
Constatei que produzi muito por um lado e pouco por outro. A quantidade de posts aumentou bastante, mas a produção própria com artigos, críticas, entrevistas e reportagens ficou aquém do que eu previa. O ponto positivo é que mais posts implicaram em ampliação da miríade de assuntos cobertos por aqui, e ainda assim eu lamento por não ter acompanhado muita coisa no calor da emoção ou com a atenção necessária.
Para se ter uma ideia, o assunto musical de dezembro, o “Abrafingate”, só foi citado pela primeira vez no blog na retrospectiva. Fora assuntos que nem mesmo entraram, como o tal novo disco “moderno” de Gal Costa. Mas não custa lembrar que o blog não é uma fonte de renda e por isso não pode ocupar a maior parte do meu tempo útil, daí esses lapsos acontecem.
Mas chega de reclamar. Tivemos aí alguns poucos e bons acertos, como as três entrevistas com os quadrinistas gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá; com um dos dubladores do novo desenho do Pernalonga, Bob Bergen; e com o guitarrista Rodrigo Lemos, d’A Banda Mais Bonita da Cidade. Outro bom momento foi meu longo artigo sobre os motivos que têm levado os zumbis a se tornar um sucesso e ao mesmo tempo na grande metáfora pop desses tempos
tão desesperados que estamos vivendo.
E claro, foi o ano em que caprichei um pouco mais na quantidade de críticas de discos e filmes. Do Foo Fighters a PJ Harvey, de Transformers aos filmes do Oscar. Ainda é pouco se compararmos com outros blogs e sites mais tarimbados, mas estamos progredindo.
A audiência do blog teve picos em julho, quando todo mundo googlava sobre Amy Winehouse e dois posts antigos com o nome dela foram incrivelmente acessados, e em outubro, quando a MTV Brasil completa aniversário e novamente posts antigos sobre a emissora foram bem procurados.
E você, o que tem a dizer sobre o Quadrisônico em 2011?
Na foto acima: o show do Primal Scream em São Paulo, meu momento pop favorito do ano
P.S.: A retrospectiva acabou, mas talvez eu poste mais aqui por esses dias. Ou não. Stay tuned.

Amanhã este blog aqui completa um ano de vida. No momento que eu faço este texto – um domingo à noite, no caso ontem – as estatísticas são as seguintes: 50.960 views, 960 postagens, 315 comentários e 2089 tags. Muito pouco no quantitativo, mas muito dentro do que eu gostaria no sentido pessoal.
Se você não viu ou não lembra, eu falei no post de estreia do Quadrisônico que este é “mais um espaço sobre cultura pop, mas espero também fazer diferente e trazer minha contribuição a esse universo tão vasto, ainda que mantendo a humildade. E espero que você curta a viagem tanto quanto eu pretendo curtir”.
Venho editando o QS desde então em duas frentes. Uma delas é agregar tudo que vem acontecendo no mundo e que de alguma forma trazem um sentido pop. Encaro a abrangência e pouca precisão do termo com naturalidade, e a graça justamente é essa: Beatles é pop, “Big Brother Brasil” é pop, Copa do Mundo é pop, Radiohead e Daft Punk são pop, Banksy é pop… todos eles aparecem aqui quando viram notícia.
Na outra frente, esses mesmos temas me motivam a produzir artigos, entrevistas ou reportagens – enfim, conteúdo próprio ou minimamente personalizado. Exemplos disso foram as entrevistas com Fred 04, Do Amor, Bruno Nogueira, Érika Martins e Melissa Garcia; os editoriais de toda semana, recentemente rebatizados como Quadros Sonoros, onde teorizei sobre a relevância de Bill Murray, a crise de identidade da MTV, as recentes mutações da internet e coisas afins; e pautas que vão desde a bizarra trilha sonora de He-Man no Brasil à pirataria de filmes “de arte” em São Paulo.
Não posso reclamar do feedback ao longo desses doze meses. É bem verdade que a caixa de comentários ainda é pouco usada por vocês, leitores tímidos. Mas colhi vários e bons replies e retweeties sobre meus posts e opiniões, além de ter textos meus publicados e/ou linkados em sites e blogs que leio, respeito e estão melhor na fita do que o novato aqui, como o Trabalho Sujo, o Scream & Yell e o Pipoca Moderna.
E tudo isso sem falar no prazer pessoal que é cuidar disso. Uso muitas das minhas horas vagas pesquisando, escrevendo, revisando, editando, mas tudo isso continua sendo um prazer que só cresce. Só lamento não ter mais tempo livre ainda para melhorar o QS – e acredite, tenho muitas ideias e disposição no gatilho, mas infelizmente – ou felizmente? – eu sou só um e tenho uma vida offline para cuidar.
Ainda falta muito a ser feito. E ainda bem, pois senão qual seria o motivo de estar escrevendo isso aqui? Rumo a mais doze intensos meses. Vamos a jugar por la playa!

É, acho que a essa altura a maioria dos leitores assíduos, se tiverem um pingo de amor próprio, já deve ter largado qualquer coisa com acesso à internet e provavelmente só terá lido este post já no início da segunda década do terceiro milênio.
Lendo antes ou depois da virada (oê!), não importa. Se ainda não entendeu que desejo tudo de bom para vocês, vai no post anterior e ouve a playlist “good vibrations” que preparei. A mensagem está lá, bem clara.
O ano de 2010 foi uma montanha-russa como poucos na minha vida. Coisas incríveis, para o bem ou para o mal, aconteceram para mim e para pessoas sensacionais que estão sempre ao meu lado nos melhores e piores momentos. Mas é assim com quase todo mundo, não é? Levamos sustos, mas também temos lá nossos pequenos prazeres que nos dão imensas alegrias.
E um dos grandes méritos na minha vida em 2010 foi este blog. Aos poucos ganhei leitores, comentários, críticas… tudo ainda bem novo, mas com muito potencial. Eu ainda estou no aprendizado, mas acho que acertei mais do que errei. E quero mais, claro.
E você, tem algo a dizer sobre o blog e ainda não disse? Não sei porque, o link de comentários está aí à disposição? Do que mais gosta no Quadrisônico? O que acha sem graça? O que funciona e não funciona? O que poderia rolar mais, ou o que ainda não rolou? O que achou idiota?
Porque é o seguinte: estou planejando mudanças. E se tudo der certo, serão nos primeiros meses de 2011. Espero “melhorar o serviço”, acabar com algumas seções, criar outras… mas tudo ao seu tempo, pois às vezes falta tempo, grana, disposição, ferramentas ou tudo junto.
Mas deixemos as coisas descansando uns dias aqui. Devo voltar ao pique de antes lá pela segunda semana de janeiro. E no mais, se você fizer corrente positiva daí, eu faço daqui e tudo fica bem pra todo mundo.
A viagem continua. E esse mundo pode realmente ser legal.
Até logo, pessoal. Mergulhemos em 2011!
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=LcLRR0ONyU0]

Se existisse Twitter em 11 de setembro de 2001, “Terceira Guerra Mundial” certamente seria um trending topic. Mas lembro de conversas e discussões via e-mail, mIRC e ICQ sobre o atetnado da Al-Qaeda que mudou o mundo e a História. Gente assustada, gente triste, gente feliz (“por tudo que já fizeram ao mundo, os EUA mereceram”, argumento pobre que muitos compraram), gente querendo entender aquele momento até hoje.




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