
Na semana passada finalmente encarei a exposição “Queremos Miles”, que disseca toda a vida do sujeito que foi o início, o fim e o meio na história do jazz. Ao terminar o passeio, fiquei até com vergonha de mim mesmo por não ter ido antes. Para quem está por fora, segue o resumo oficial:
Organizada pelo museu Cité de la Musique, de Paris, cinqüenta anos após a gravação das obras primas “Kind of Blue” e “Sketches of Spain” e quarenta anos após o revolucionário “Bitches Brew”, esta exposição procura reconstituir a trajetória de Miles Davis, desde sua infância em St. Louis, até seu último concerto, no La Villette de Paris.
Já na parte superior da entrada você é recebido com Miles tocando em uma projeção sobre uma cortina de cordas desfiadas, causando um certo impacto já de cara. Depois você adentra a exposição, que é dividida em espaços maiores de iluminação discreta e algumas salas temáticas sobre algum músico que foi parceiro de Miles ou certas fases de sua carreira. Tudo isso de forma cronológica e com textos explicativos ricos em detalhes.

A exposição traz fotos, objetos pessoais, documentos e instrumentos de Miles ou de pessoas próximas a ele. A parte sonora também recebeu um grande cuidado, seja colocando suas músicas no som ambiente baixinho ou apresentando tudo em projeção enorme quando a grandiosidade do tema merece, como a trilha dele para o filme “Ascensor para o Cadafalso”, de Louis Malle, ou o show dele no festival da Ilha de Wight.

Charlie Parker e Miles Davis – tirei essa foto lá dentro antes de saber que era proibido fotografar
É incrível sair dali confirmando o fato de que o cara passeou e/ou criou um monte de subgêneros do jazz, do bebop ao fusion, do cool jazz ao jazz-funk. Disco a disco, casamento a casamento, influência a influência, você vai repassando tanto sua linha do tempo em termos gerais quanto pequenas curiosidades, como seu guarda-roupa excêntrico, as fotos no fim da vida tiradas por Anton Corbjin e Annie Leibovitz (que ilustram este post), os comerciais de TV que participou nos anos 80 ou a pretensa parceria com Jimi Hendriz que nunca foi concretizada.
Trecho do documentário “Play That, Teo” sobre Teo Macero, produtor de um monte de discos clássicos de Miles Davis. O filme ainda está em produção
Simplesmente sensacional. Se está em São Paulo, não deixe de ir, pois vai até o dia 29 de janeiro. Segue o serviço:
Queremos Miles!
SESC Pinheiros
20/10 a 29/01.
Terça a sexta, das 10h30 às 21h30, Sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 18h30
[vimeo=http://vimeo.com/8978428]
O estúdio de criação de Belo Horizonte 3Bits criou uma instalação, chamada “Sync/Lost”, que mostra na prática como ouvimos e misturamos os diferentes estilos de música eletrônica. Vi no blog de Camilo Rocha.

Ok, não é isso. Mas veja bem se não é isso que a divulgação da Nintendo dá a entender?
Enfim; O portátil novo da fabricante, o 3DS, foi divulgado na E3 de Las Vegas, e promete jogos em terceira dimensão sem precisar dos óculos.
Tem ainda o novo XBox 360 Slim da Microsoft.

Tem 250GB, Wi-Fi e custa 299 dólares nos EUA. E prometeram Xbox Live no Brasil ainda em 2010.
Tem mais sobre o evento no blog de Pablo Miyazawa.

A notícia é velha, mas como “Alice no País das Maravilhas” acaba de estrear por aqui, cabe comentar de novo. O Centro Cultural Banco do Brasil havia anunciado que a exposição sobre a obra de Tim Burton virá ao Brasil. Resta agora saber: quando? A informação saiu em janeiro, mas o site da instituição não traz nada sobre isso ainda.
Lá nos States, a mostra ficou até 26 de abril no MoMA de Nova York. Clica aqui para ver o site oficial do evento. Tem ainda o link da nota da revista Bravo, com uma galeria de imagens bem legal.
Minhas cunhadas foram lá recentemente e me deram de presente os bonequinhos acima. Ainda não tive coragem de tirá-los da caixa e nem sei se terei.
Na verdade, são 10 curiosidades e uma informação importante: a mostra termina neste domingo, 21 de março, em São Paulo. Portanto, se você ainda não viu e não se interessou, saiba mais sobre a iniciativa e veja se muda de opinião.
1) A Cow Parade se autointitula o maior e mais bem sucedido evento de arte pública no mundo. As esculturas de vacas em fibra de vidro são decoradas por artistas locais e distribuídas pelas cidades, em locais públicos como estações de metrô, avenidas e parques. Após a exposição, as vacas são leiloadas e o dinheiro é entregue para instituições beneficentes.
2) O modelo de vaca mais usado no evento é criação do escultor suíço Pascal Knapp. Já o conceito de “parada de vacas” foi desenvolvido por seu pai, o diretor artístico Walter Knapp. A primeira do gênero aconteceu em Zurique em 1998, baseada em uma ideia semelhante que ocorreu na cidade em 1986, mas com leões, animal-símbolo da cidade.
3) O conceito se tornou internacional quando Peter Hanig e Lois Weisberg, ambos de Chicago, executaram uma parada por lá. Isso teria rendido um processo por parte dos criadores da parada, os de Zurique.
4) Mais de 55 cidades em todo o mundo já receberam a mostra desde 1999, incluindo Chicago (1999), Nova York (2000), Londres (2002), Tóquio (2003), Bruxelas (2003), Dublin (2003), Praga (2004), Estocolmo (2004) e Cidade do México (2005). No Brasil, já houve antes em São Paulo (2005), Curitiba (2006), Belo Horizonte, (2006) e Rio de Janeiro (2007).
5) Os motivos da escolha das vacas seriam os seguintes: ela é considerada sagrada, histórica e amigável em diversas partes do mundo; seu corpo serve bem como uma tela de arte, fornecendo aos artistas ângulos e curvas para criarem as obras; seu modelo também permite que ela seja caracterizada como outros animais, pessoas ou objetos.
6) Pintores, escultores, artesãos, arquitetos, designers são geralmente os tipos de artistas convidados para a mostra. Mas outras pessoas podem apresentar um projeto para a seleção, desde amadores e desconhecidos até profissionais e famosos. Um lance triste é que um estudante de design selecionado neste ano, Henrique Carvalho Pereira (“Vaca de Sampa”), foi agredido em uma livraria e segue em estado de saúde delicado.
7) O resultado final é muito pop. As vacas da exposição de SP passam bem longe da caretice da maioria dos museus. Na exposição deste ano, os Beatles inspiraram explicitamente pelo menos duas: a “Yellow Cow-marine” e a “Cow in the Sky With Diamonds”, ambas na região da Santa Cecília. Michael Jackson também ganhou sua devida homenagem com a vaca “Micow Jackson”. Aliás, os trocadilhos transbordam este ano: “Cow-bustível”, “Cicowvia”, “Psicowdelic”…
8) Com as chuvas deste ano, uma das vacas aproveitou para surfar no alagamento, na rua Oscar Freire. Leia a história.
9) Várias miniaturas legais das vacas estão à venda no Submarino. O porém é que não são nada baratas; as mais em conta custam R$ 99.
10) Outras cidades que estão recebendo, ou vão receber, as vacas são Xiamen, na China, e Margaret River, na Austrália. Veja a vaca “Bruce Lee” a ser exibida em Xiamen:
No mais, acesse o ótimo site oficial da Cow Parade no Brasil para saber mais informações, como a galeria completa das vacas de 2010, o nome dos artistas e outras informações. Foi lá que peguei a maior parte do conteúdo deste post. Tem ainda fotos incríveis na tag especial do Flickr.
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O Rei comenta sua exposição na Oca, em São Paulo, com muitos objetos de sua coleção pessoal. O vídeo é da Folha. O serviço da mostra tá aqui.
Recomendo, pois está bem completa. Gostei principalmente do painel com fatos da biografia dele ano a ano. Também chama a atenção a quantidade imensa de vídeos com apresentações na TV e nos palcos. Renderia um excelente documentário em DVD, um “Anthology Roberto Carlos”. Abre o olho, Sony Music!.












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