
Aproveitando que uma das melhores séries de todos os tempos está sendo reprisada no Canal Viva, trago aqui esse vídeo que Cid Boechat mostrou com o compositor Angelo Badalamenti contando como David Lynch reagiu ao melancólico tema de encerramento quando o ouviu pela primeira vez.

Faz tempo que não falo de futebol aqui, mas essa merece.
Depois o “Fantástico” fez uma graça e empurrou uma música do Chiclete com Banana para o cara na marra, mas fica o registro do momento. E o UOL disse que ele virou herói no Twitter depois dessa.

Bruno Correia mostrou esse vídeo aí com m show com os cérebros conservados de Ad Rock, Mike D e MCA mil anos depois da época do protagonista Fry. Sempre achei “Futurama” um desenho menor comparado aos “Simpsons” (embora tenha muito fã que acha bem superior) mas até simpatizei com ele depois dessa.

O Newsarama informa que o herói metrossexual de Eternia vai ganhar uma nova revista com roteiros de James Robinson e desenhos de Philip Tan. Diz Robinson que a abordagem dele será “diferente”.
Eu estou fazendo algo muito maior. Eu estou dando-lhe [ao He-Man] uma sensação mais grandiosa que se casa com Conan, ficção científica e ciência fantasiosa.
Ele ainda diz que quer deixar o Esqueleto mais aterrorizante, como um bárbaro com cabeça de crânio, pois no desenho ele não assustava ninguém.
E aí, botam fé?

Vi o trailer de “Tron: Uprising” no MDM, que vai estrear em junho nos EUA. Achei bem bom, mas será que vai pegar entre a criançada que assiste às produções da Disney? Segue a sinopse.
Beck é um jovem programa que se torna o líder habilidoso de uma revolução dentro do mundo dos computadores da Grade. Sua missão é libertar seu lar e os amigos do reinado do vilão Clu 2 e seu capanga General Tesler. Beck vai ser treinado por Tron – o maior guerreiro que a Grade veio a conhecer. Tron não só ensinará Beck a lutar e habilidades na motocicleta de luz que ele precisará para desafiar esta brutal ocupação militar, mas ele vai ser um guia e mentor para ele à medida que cresce além de sua jovem e impulsiva natureza para ser um líder corajoso, poderoso e forte. Destinado a se tornar o próximo Tron do sistema, Beck adota persona Tron e se torna o arquiinimigo do general Tesler e suas forças opressivas.

Seguinte: assisti a primeira temporada há pouco. Antes eu achava que GoT era um “Senhor dos Anéis” wannabe. Essa impressão mudou, mas não exatamente para melhor. É bem diferente da Terra-Média e é mais uma história sobre política do que medievalices nerds. Mas apesar de trazer núcleos variados e muitas boas possibilidades, tem personagem demais, um ritmo chatérrimo, sexo e violência gratuitos para saciar “adultos” (como quase toda série da HBO)… enfim, “Game of Thrones” por enquanto é essencialmente um novelão, uma saga de capa e espada embalada para atrair a mulherada maior de 30 anos como público-alvo.
Vou arriscar a segunda temporada, que começa neste domingo nos EUA, mas deixo vocês com um pouco da análise de um cara do “New York Times”:
No meio da 1ª temporada de “Game of Thrones”, os espectadores foram brindados com uma cena particularmente horrível que mostrou uma bela princesa chamada Daenerys Targaryen comendo o coração cru de um cavalo.
Acontece que ela era uma espécie de metáfora para a própria série. No segundo episódio ao último na temporada passada, “Game of Thrones” na verdade comeu o seu próprio coração, matando seu personagem principal e mais nobre, Ned Stark, que foi interpretado por Sean Bean, talvez o ator mais conhecido neste extravagante e numeroso elenco.
Portanto, a questão para a HBO quando a 2ª Temporada começar no domingo é a seguinte: Quem é que vai substituir Ned como um foco de série? A resposta, pelo menos por quatro episódios, é: ninguém.
A nova temporada desta fantasia medieval densa situada numa terra chamada Westeros nos brinda com um monte de posturas de guerra, um número aparentemente interminável de candidatos a governantes e sexo normal e (às vezes na mesma cena) violência. Mas com certeza não dá muito aos espectadores para se conectar.
Falando ainda em mulheres, uma moça do Pink Vader faz um resumão do que essa temporada pode trazer:
No novo ano a mensagem da série é War is Coming, referência à clara e delicada situação política deixada pelos personagens no final do 1º ano: 4 reis recém-proclamados se levantam contra o rei de Westeros Joffrey Baratheon e uns contra os outros. Todos querem reinar e governar suas terras ou o reino de Westeros inteiro de seu próprio modo por direito de sangue, porque o seu próprio povo pediu, por vingança, ou simplesmente porque acham que podem. Dentro desse cenário teremos dragões, violência, sexo gratuito, crianças perdidas procurando o caminho de volta para casa, frio, selvagens, traições e MUITAS reviravoltas de última hora, além de MUITOS personagens novos. O desfecho dos eventos contará com uma batalha cinematográfica envolvendo navios, magia e perdas físicas e psicológicas bem significativas.
Ah, sim, o trailer:

Em dezembro de 2010, o YouTube anunciou que acabaria com o limite de tempo de 15 minutos imposto aos vídeos postados no portal. A novidade repercutiu discretamente. Em janeiro e fevereiro, já haviam vídeos com mais de duas horas. Em 10 de março de 2011, apareceu o primeiro maluco: “Jon counts to 100,000″, de propósito autoexplicativo, trazia quase 74 horas e meia de Jonathan Harchick contando, no que na verdade era só a parte 1 da maluquice. A segunda parte, com o restante da épica contagem, foi publicada no mesmo dia, rendendo mais três horas e meia.
Mas foi o usuário TehN1ppe que em abril do mesmo ano lançou a moda dos vídeos de 10 horas com a versão turbinada do meme Nyan Cat, que se tornou popular justamente por sua repetição irritante. E agora, basta você procurar por “10 horas” ou “10 hours” no YouTube para sentir o drama: teremos 600 minutos em loop de Darth Vader respirando, solo de sax de “Careless Whisper” (aquele hit de motel de George Michael), de Jim Carrey cantando “What is Love”, de Justin Bieber levando tiro em sua participação na série “CSI”… tem para todos os gostos bizarros.
A fanfarronice desse uso do fim do limite dos vídeos, porém, não esconde os benefícios mais evidentes. Já é bastante comum usuários postando no YouTube filmes inteiros, documentários, shows de rock, programas de TV antigos e o que mais era picotado pelo antigo teto dos 15 minutos. Em paralelo, em novembro de 2010 o cantor Luan Santana estrelava a primeira transmissão do YouTube em streaming da América Latina. Em maio do ano seguinte, o portal lançou o Live Streaming Service, serviço para transmitir quanquer evento em tempo real.
Onde quero chegar com tudo isso? Se já faz alguns anos que comentávamos que o YouTube esta se tornando mais legal que a TV convencional, mesmo com vídeos que raramente passavam dos cinco minutos, esses dois incrementos talvez representem, no presente e no futuro próximo, o sepultamento do antigo modelo de broadcasting, de uma emissora provendo um conteúdo linear de forma unilateral para a grande massa.
Se pensarmos que ainda estamos esperando pelo boom das centrais de entretenimento digitais, como a AppleTV, que transmitem e armazenam conteúdo direto na sua TV, então o céu é o limite. E os executivos da Globo, SBT e companhia já devem estar coçando suas cabeças para se adaptar a essa realidade. Enquanto nós, o público, já sentimos também o revés dessa situação no próprio YouTube, encarando aquelas propagandas que só podem ser puladas depois de cinco segundos.
Ou você acha mesmo que o que você assiste na internet sairia “de graça” para sempre?
* Só para constar, o atual recordista de duração do YouTube possui 596 horas (!!!) e é um mero vai e vem de degradê preto e branco. O vice-campeão é uma sequência de fotos borradas de uma viagem ao Chile, com 571 horas (da imagem que ilustra o post). Adivinhe quem postou ambos? O mesmo Jonathan Harchick do início deste texto. É a missão de vida do sujeito, pelo visto, como mostra a notícia do Huffington Post sobre ele.

Daí que achei esse vídeo do próprio Chico comentando boatos de sua morte… em 1978, ano em que nasci. Ele cita até a revista “Amiga”, que não existe há uns 25 anos no minimo.

Bom, depois de muito sofrimento em idas e vindas em hospitais, Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho finalmente teve o merecido descanso nesta sexta-feira. Eu sempre achei Chico mais um grande ator do que humorista. Explico.
Até 1987, era comum eu acompanhar na infância o “Chico Anysio Show”, um de seus inúmeros programas na Globo. Daí veio a “TV Pirata” e bum!, de repente aquele humor de claques, tipos e bordões do Chico se tornou obsoleto para mim. Mas hoje, fazendo uma revisão da carreira do cara e daquele período, constato que seria uma injustiça não reconhecer a maestria de Anysio para se transfigurar em estereótipos que, em maior ou menor grau, simbolizavam a riqueza da fauna social brasileira – mais ou menos como Angeli fazia nos quadrinhos com “Chiclete com Banana”.
É claro que sua vocação para o riso é latente, mas essas suas habilidades camaleônicas provavam, acima de tudo, que Chico era na verdade um grande ator frustrado que por força das circunstâncias levou a vida na comédia rasgada. Se duvida, basta ler a declaração que deu em 2009 à Folha, sobre o fato de estar fazendo mais filmes no final da carreira:
“O cinema me descobriu. Se pudesse, só fazia filmes”, afirma, antes de entregar uma ponta de mágoa. “Fiquei chateado por não ter entrado no do [Arnaldo] Jabor ['A Suprema Felicidade']. Não me convidaram.”
E mesmo que você não achasse graça alguma nele, não pode de forma alguma negar o grande serviço que fez ao humor brasileiro na “Escolinha do Professor Raimundo”, talvez o maior “dream team” de comédia que a televisão brasileira já viu. Ali descobriu novos nomes, tirou outros do limbo da falta de memória do nosso país e ainda teve a bondade de deixar sua cena ser roubada por alguns que de certa forma eram até melhores do que ele, como Grande Otelo e o mito Costinha. Na Escolinha, Chico era o maestro da orquestra sem deixar de ser fã dos caras que lhe foram também referência.
Sobre a diversidade de tipos, difícil escolhar, mas acho que meu preferido é o Jovem, que tirava onda dos hipsters muito antes de todo mundo saber o que era um.
A Folha fez uma bela galeria dos vários outros personagens que ele teve, e ficaram faltando um bocado.
Ah, e se ainda não se comoveu, saiba que o cara também tinha jeito pra cantor, como mostrou nos anos 70 com seu personagem-banda conceitual Baiano e os Novos Caetanos:






COMENTÁRIOS RECENTES