
No ano da morte de Steve Jobs, um dos principais responsáveis por estarmos cercados de gadgets eletrônicos, o Facebook seguiu o curso da história e venceu o Orkut. O que surpreendeu um pouco foi ter se tornado o termo líder do Google Zeitgiest brasileiro neste ano, ameaçado a hegemonia do Twitter entre os mais “modernos” e ainda fez o Google mexer os pauzinhos para criar sua maior investida em redes sociais até agora, o polêmico Google Plus (ou Google +). Aliás, no Google Zeitgeist global, o Plus é o segundo termo em crescimento e estranhamente o Facebook não aparece no top 10, o que é meio suspeito…
Voltando ao Facebook, a inveitável orkutização finalmente aconteceu, com seus pais, mães e amigos noobs enchendo seu mural com mensagens e imagens que são o supra-sumo da vergonha alheia wébica. Nesse ponto o meme “Esta pessoa” – aquele com setinha em direção ao seu avatar – foi o campeão com seus protestos de sofá.
O Twitter também teve suas orkutizadas (aliás, não gosto muito desse termo; eu mesmo acho o Orkut, no conjunto, uma rede social mais interessante que o Facebook) e na maioria das vezes serviu de bancada para comentarmos a TV, os esportes e as notícias polêmicas: o UFC, o Pan, o futebol, as marchas da maconha/liberdade/ficha limpa, a Primavera Árabe, o Occupy Wall Street, a morte de Gaddafi, a morte de Steve Jobs, a morte de Amy Winehouse, a estupidez de Jair Bolsonaro, Ricardo Teixeira, o BBB, os finais de novela… para todos os gostos.
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O vídeo viral do ano, também atestado pelo Zeitgeist e pela retrospectiva do YouTube acima foi o elaboradamente tosco videoclipe de “Friday” da “revelação” Rebecca Black. De resto, achei o ano fraco de virais gringos.
As entrevistas de Charlie Sheen foram o espetáculo youtúbico do ano, e o Zangief Kid chegou no começo de 2011 e não largou o posto de meu vídeo gringo favorito do ano até agora. Mas o resto foi meio fraco. Tivemos bebês gêmeos falando em língua própria, o comercial de carro do pequeno Darth Vader, a bobeira do Nyan Cat, velhinhos tentando entender a webcam, um menino convencido pela psicologia reversa… nada de mais.
Já no Brasil a safra foi bem rica, e claro, bem voltada para o humor e a tosqueira. Vou listar os mais legais no fim desse texto, mas o meu preferido foi o mais despretensioso e low profile. Quando eu vi o dos mamilos polêmicos, logo me lembrei dos vídeos caseiros que eu fazia com meus primos com a câmera de VHS deles. A gente falava qualquer bobagem que vinha à cabeça e aquilo parecia muito engraçado pra gente na época, mas certamente devia ser a coisa mais constrangedora do mundo.
Foi exatamente esse espírito que o vídeo captou. E a gente ri justamente por lembrar que uma dia já fomos crianças desocupadas e sem noção do ridículo. Só que agora essas crianças estão cercadas de câmeras – é a webcam, o celular, a câmera de bolso, a emissora de TV – e todas elas são potenciais estrelas das webbobagens da semana. E vale lembrar que a produção e edição de vídeo e áudio também estão aí facinhas, ajudando a revelar gente como o autor do meu segundo vídeo do ano, “Sou Foda”. Que tempos ótimos e ao mesmo tempo assustadores que estamos vivendo.
Os 10 melhores vídeos virais brasileiros de 2011
* Mamilos polêmicos
* Avassaladores – “Sou Foda”
* Trenzinho Carreta Furacão versão “Lisztomania”
* Magali Dançarina
* Larica dos Mulekes
* A banda Mais Bonita da Cidade – “Oração” e suas versões
* Chico Buarque fala sobre comentários de internet
* Google translate zuando Yudi
* System of a Dilma
* Radiohead – “Lotus Flower” e suas versões
Os 5 melhores vídeos virais estrangeiros de 2011
* Zangief Kid
* Rebecca Black – “Friday”
* Charlie Sheen e a entrevista do “winning”
* Comercial da Volkswagen com o pequeno Darth Vader
* Nyan Cat

Paula fez bonito no quesito autoestima fat pride e foi uma participante que trazia bom astral à casa. Mas sua falha maior foi descoberta por, quem diria?, Diogo: gostava demais de todos. Aos olhos do público, estratégia pura, mas vai saber. Pode ser apenas um efeito colateral do desejo de ser aceita. Considerando as circunstâncias e os oponentes, rendeu até demais no BBB.
Rodrigão foi de fato um “pavão misterioso”, como falou a musiquinha que a edição colou nele dia desses. Foi ao BBB armado de sua beleza física e uma blindagem psicológica poucas vezes vista no programa. Passou quase três meses sendo filmado 24 horas por dia e se deixou levar em raros momentos, como o constrangedor xixi no lixo do banheiro e sua opinião contrária à paquera entre Maria e Wesley. Até seu romance com Adriana foi bizarro, pois ela era a única que não lia na cara dele que estava sendo usada. Uma total desconsideração com a garota que só agora o público puniu à altura.
Agora só tem quatro, mas a final já está desenhada: Daniel, Maria e Wesley. Diana pode ter se salvado agora, mas só um milagre – a liderança – lhe deixará na final. E a julgar pelo resultado desse último paredão e o clamor nas ruas, esse R$ 1,5 milhão já é fácil de Daniel. Wesley obteve sua terceira vaga naquele momento fofo em que imunizou Maria, mesmo depois de ter sido votado por ela mais de uma vez.
No entanto, seja qual foi a sua posição na finalíssima, uma coisa é certa: Maria foi a grande protagonista do BBB 11. Começou como uma gostosa qualquer e chega aqui como a representante do que há de mais feminino nas brasileiras: Maria é paixão, ternura, loucura, bobeira, safadeza, em suma perfeita em sua imperfeição. Em torno dela girou um romance mal resolvido, outro de final feliz e uma aliança feminina que, se não chegou à final, certamente repercutiu na configuração da mesma. Certamente será uma das musas mais lembradas da história dos reality shows brasileiros.
De um mero gay fofoqueiro, Daniel passou a um animado anti-herói Macunaímico. É quase uma Maria de calças e sem pretendentes. Mestre dos vodka shows nas festas, ganhou o povão com suas cenas engraçadas, um “carpe diem” no turbo e jeito de criança perdida, além do fato de sair na frente no fator “merecimento do prêmio” por cuidar de um asilo. Com raras exceções, Maria e Daniel também tiveram algo em comum: o desinteresse de ambos no jogo, em prol de viver passionalmente o confinamento, paradoxalmente os transformaram nos reais favoritos. Jogo, jogo, figuras à parte. O público abraçou a humanidade dos dois e de quebra reconheceu as companhias certas para ambos.
Wesley, o médico gente boa, bonito e deslocado no jogo, só engatou quando foi convencido de que sua aliança inicial com os homens era mera conveniência da parte deles. Com seu discreto bom mocismo que perdoa até a namorada que vota nele, virou o grande azarão do BBB 11 com méritos próprios. Nunca deixou o posto de coadjuvante, mas pelo menos se tornou aquele coadjuvante fofo do núcleo da novela que ofuscou os veteranos nos papéis principais.
E Diana, puxa vida. Em tantos paredões, principalmente nesse último, eu achava que era o fim dela. Irônica, lésbica, inteligente, às vezes mal humorada, às vezes cruel em certos comentários. A mais não-BBB do BBB 11 tinha esses contras e prometia não durar muito, mas tendo como a gota d’água a eliminação de sua amiga Natalia, resolveu honrar a deusa da caça de quem emprestou o nome, abraçou e interpretou o jogo de um jeito que nem Talula conseguiu e também defendeu – em menor grau que Maria e Daniel, é verdade – a bandeira do “carpe diem” nas festas e a autenticidade na cara, aperfeiçoando com maestria o método Lia (BBB 10). Pode até ir embora no domingo – a essa altura, será que vai mesmo? – mas é desde já a campeã moral do BBB 11.
Que final, hein?

A duas semanas do fim do “BBB 11″, ninguém esperava mais algo digno de nota. Maria seguia sofrendo de amor por Mauricio. Rodrigão, Wesley e Jaqueline seguiam como enfeites da casa. Paula seguia sendo amiga de todos. Daniel seguia amando o coqueiro. Diana seguia entediada. E a eliminação de Talula – a única pessoa realmente determinada a coordenar o jogo – só piorou a situação.
Mas na festa do último sábado, Maria finalmente fez o que todo mundo já achava impossível: dispensou Mauricio e ficou com Wesley. Para aumentar a dramaticidade da novela, fez isso a poucas horas de seu ex-amor ser eliminado do programa com rejeição recorde. E dois dias depois, foi a vez de Jaque – ou “Jararaque”, como foi apelidada no Twitter – sentir o peso do julgamento do público. Talula não poderia ter sido vingada de maneira melhor.
Pelo visto, este foi o fim da guerra de grupos, com vitória esmagadora das mulheres. Sim, ainda restam Rodrigão e Paula, sendo que esta última já está fazendo mais uma esperada troca de lados. Mas não há muito mais a ser feito e todos os BBBs restantes se tocaram disso. O público já sabe quem quer eliminar e só espera o paredão ser formado para decidir a ordem em que cada um sairá. Ou seja, se o roteiro seguir como está, Paula e Rodrigão serão os próximos a vazar, e assim como no “BBB 9″, o público deixará mais do que claro por qual grupo torceu.
Só que não dá para ter certeza disso ainda. Rodrigão, apesar dos ataques diretos que sofre na edição do programa, ainda tem uma torcida feminina muito grande. E apesar da pinta de finalistas, Maria e Diana também têm lá seus índices de rejeição; a primeira, por ser muito “sexualmente liberada”, e a segunda por ser bissexual, além de inteligente e irônica – qualidades que no mundo bizarro do BBB são confundidas com arrogância.
O que se sabe é que chegamos àquele ponto do BBB que tanto o público quanto os confinados estão loucos para que acabe logo. E pelo mesmo motivo: todos querem suas vidas normais de volta. Feliz é Maria, que pelo menos começou um namoro para passar seus dias na casa enquanto esse jogo chato não avança.

O BBB tem dessas coisas. Pessoas influentes dentro da casa se mostram muito frágeis perante ao público. Jogadores considerados fracos entre os companheiros vão ganhando um paredão, depois outro e outro, sabe-se lá até quando. Nem sembre o jogo jogado dentro da casa é o mesmo jogado fora.
E assim chegamos à eliminação de Talula, a “poderosa xepona” que fora da casa se comprovou uma ladrazinha mansa na avaliação do público. Apesar da liderança inquestionável no antigo grupo das meninas e uma leitura de jogo bem acima da média, a garota cavou sua cova aos poucos falando cobras e lagartos de celebridades e usando de sua influência para jogar seus rivais nos paredões sem dó. Resultado: grau de rejeição mais alto até do que o do finado Diogo.
E agora? Novo reset no jogo e nos grupos nessa reta final. Com a grande jogada do líder Rodrigão, percebe-se agora que os rumores sobre a morte do grupo dos homens foram antecipados. Já as antes confiantes mulheres se mostram em um momento delicado, pois sua líder se foi e ela aparentemente não deixou herdeiros.
Temos agora Maurício, Rodrigão e as inconstantes Paula e Jaqueline contra Maria, Diana, Daniel e, quem diria, Wesley. Mas em breve tais grupos vão se desfazer. A verdade é que nesse momento do jogo, em que o público já sedimentou o perfil de cada um, as alianças não fazem mais sentido. Aqui fora, estamos vendo de fato jogador contra jogador.
Na semana passada, falei que ainda não havia um franco favorito. Mas com esse último paredão, parece que agora há: Daniel, que obteve ridículos 8% de votos contra si em seu primeiro teste real de popularidade. O fanfarrão e afetado amante dos coqueiros ganhou o público e arrisco dizer que dificilmente não estará na final.
A segunda vaga, até o momento, é de Maria, que a exemplo de Diana e Maurício – quando saíram Natalia e Diogo, respectivamente – deverá se transformar com a eliminação de sua melhor amiga. E a mudança de atitude em relação a Maumau – votou nele, quem diria! – não poderia ter ocorrido em melhor hora. Ao lado de Daniel, Maria é a BBB mais passional desta edição, e o publico vem demonstrando que gostou dessa entrega. Maria erra, assume, lamenta, chora e repete os erros. Seu calvário tem gerado profunda identificação, e se conseguir se erguer dessa jornada de erros, será difícil segurá-la.
E a terceira vaga? Diana, que é a única com um mínimo de tutano para suceder a líder Talula? Paula, a samurai ronin do BBB que trilha seu próprio caminho e derrubou o supervilão Diogo? Rodrigão, o inabalável totem do público feminino alheio a tudo e todos? Ou Maumau, o cara que retornou para virar o BBB 11 do avesso e que está fingindo ser de novo o “paz e amor” da sua primeira fase?
Sigamos espiando. Está perto de acabar.

A tensão era grande, visto que em outras edições o desfecho foi preocupante: iria o destemperado Diogo chegar à final com suas grosserias disfarçadas por ele como “sinceridades”? Sim, porque o BBB já premiou caras toscos antes, como Bambam, Dhomini e Dourado, além de ter permitido que barraqueiros sem causa como Marcelo e Ana Carolina durassem bastante tempo. Mas creio que a cada asneira dita ou feita na casa, “Diogro” se tornava um perigo exponencialmente maior que esses citados.
Felizmente, até a tolerante audiência do programa notou que o momento de tirar o gago era esse. E no paredão de eliminação dupla, também saiu Janaina, mas não tem problema: afinal, ela é tão feliz que vai superar logo, não é?
Chegamos em março, que é praticamente o mês final do BBB. Às vezes vai até começo de abril para faturar um pouco mais com merchans, mas março define tudo. Como estamos hoje, a aliança dos homens tomou seu maior baque ontem, enquanto a “amiga de todos” Paula terá uma nova chance para se articular com a capitã Talula e suas soldados. Estas, se não fizerem nenhuma grande burrada, vão seguir dominando o jogo até a final. Inevitavelmente começarão a se votar em breve, e aí será a prova dos nove dessa amizade-conchavo.
Já os opositores remanescentes – Mauricio, Rodrigão e Wesley, mais a “agente dupla” Jaqueline – terão que mudar completamente o plano, o que já vem acontecendo; afinal, não é estranho a tolerância de Maumau para com Maria ter aumentado nos últimos dias?
Minha ordem de eliminação ideal hoje seria: Rodrigão, Wesley, Jaqueline, Maumau, Paula, Daniel, Talula, Maria e Diana. Seria muito bom uma inédita final feminina, mas acho que Daniel entrou de vez no jogo com esse reinado – que de novo teve o dedo da “xepona” Talula, que deixou Diana levar o pernambucano à liderança na última prova – e agora se tornou sério candidato à final também. Correndo por fora, Rodrigão e Maumau ainda poderão usar as únicas armas que dispõem: a idolatria das “caprichetes” e o pseudoromance de sitcom.
Após quase 60 dias, o BBB 11 perdeu seu elemento mais odiado, mas segue sem um franco favorito. O programa em si está no marasmo, mas não é fascinante acompanhar o jogo sem saber qual vai ser o próximo passo? Eu acho, pelo menos.

Previously on BBB…
Adriana saiu. Pior pro Rodrigão, que perdeu seu romance de mentira e vai ter que ralar para convencer as telespectadoras adolescentes de que ainda pode ser um bom partido. Mas depois do murcho quarto do terror de duas horas – mais uma tentativa frustrada de Boninho de tentar impor alguma imprevisibilidade ao programa – pra mim o elenco atualmente se mostra um Lost à brasileira.
A produção e o público parecem ter chegado a um consenso que o “grupo do bem” é o das mulheres, enquanto os vilões, os Outros, são os poucos porém perigosos homens. Os chefes dessas alas são claras. De um lado, Talula: determinada, com evidente espírito de liderança que a torna um tanto mala às vezes, é uma Jack de saias. Do outro, Maurício: este John Locke começou com um discurso zen, mas “morreu” para renascer mais poderoso (as informações de fora) como o vingativo Homem de Preto.
Maria é Kate, a mocinha ora inocente, ora corajosa e braço direito de Jack/Talula; Jaqueline, de personalidade forte e flertando com os vilões, está próxima de uma Sawyer; Daniel é Hurley, o alívio cômico que não liga para a grande trama e mais preocupado com o finado amigo Charlie/Lucival; Janaína, figurante de luxo, é a Rose do grupo.
Paula, com suas estratégias ambíguas, se mostra uma Juliet; e Diana, após perder a companhia de Natalia (uma equivalente a Sayid, vale destacar), vestiu de vez a camisa do time e é a Desmond, a personagem cool que foi ganhando importância na trama progressivamente.
Diogo, malvadão assumido, é o Ben Linus do grupo oposto. Rodrigão, esse calado porém nocivo jogador, pode ser um Charles Widmore; e o ex-novato Wesley é Tom Friendly, um mero lacaio dos manda-chuvas reais Diogo e Mauricio. Mas claro que tudo isso é um simplificado exercício de criatividade e leitura da minha parte. Só estou tentando experimentar com mitos pós-modernos.
Com o BBB chegando ao final de seu segundo mês, participantes outrora inocentes e descompromissados estão mais cientes de seus papeis – sim, Maria e Diana, estou falando com vocês. Mas o fato do bem e do mal estarem definidos não quer dizer muito. Afinal, nem todo fã de “Lost” gostava de Jack, ou nem todo mundo gosta dos heróis. E é por isso que até aqui não há um favorito real. Mas essa situação deve mudar em breve, ou até a próxima decisão de Jacob/Boninho.

As eliminações de Lucival e Natalia resumem claramente tanto o estado atual do elenco do BBB quanto do seu público – ou públicos. A novela se formou na semana anterior; agora é a vez de castigar quem não se encaixa muito bem nela, como aquele casal de lésbicas de “Torre de Babel” que morreu em uma explosão porque o Brasil as odiava.
O núcleo dos homens demorou, mas reagiu e jogou muito bem, eliminando seus alvos mais fáceis. Lucival e Natalia eram do núcleo LGBT, que via e vê com desdém essa guerra dos sexos inventada, ora nas fofocas de Daniel e Lucival, ora no talvez único romance sincero desta edição: Diana e Natalia. Some-se o fato do ex-paz e amor Maurício estar com sede de vingança por ter sido eliminado pela analista criminal, e a chance ideal era essa.
Até então inertes, os(as) espectadores(as) mais conservadores(as) só acordaram agora porque finalmente se identificaram em alguém: nas atitudes machistas e dissimuladas do quarteto de homens, que de homens pouco têm. E nem vou me ater à suposta homossexualidade desses caras – sério, Rodrigão, qualquer sujeito com um pingo de testosterona não deixaria uma mulher como Adriana no escanteio – mas ao fato de praticamente desistiram de tratar bem qualquer pessoa que não concorda com eles.
Agora é isso: as Caprichetes que se enganam com o romance de plástico de Adriana e Rodrigão ganharam mais uma semana de ilusões. Eu queria dizer que desisti de Maria após jogar o pouco de dignidade que tinha no lixo se rebaixando ao gelo de Maurício, mas ainda nutro um pouco de carinho por essa ninfomaníaca submissa de filme de Jece Valadão. Diana, ainda bem, sobreviveu ao segundo paredão e segue a única com algum juízo naquela casa.
Já os demais… por que ninguém vota em Diogo ou Janaína mesmo?

Ontem rolou o paredão mais alheio do BBB 11, porque eliminar Rodrigão ou Cristiano (foi embora esse último) era o mesmo que escolher seis ou meia dúzia. O elenco, a produção e o público agora só querem saber de uma coisa: quem vai ficar com Maria?
Com o artifício da casa de vidro, Boninho conseguiu, finalmente, engrenar uma história nessa edição na marra. Como um típico herói mitológico dissecado por Joseph Campbell, Maurício teve uma jornada lá fora para retornar botando banca. E o rapaz está “todo pimpão” mesmo, como disse Bial, se achando no direito de desprezar a ficante e ditar normas de conduta a todo mundo.
Como todo BBB que volta com informações de fora, Maurício acha que está podendo. Como todo eleito pelo público para algo bom, ele também acha que as pessoas vão amá-lo até a vitória. Quando na verdade é muito mais simples: ele voltou para compôr a novela que faltava e ser personagem de triângulo amoroso. E se continuar arrogante como está, periga sair rápido de novo.
É comum o BBB engrenar só depois de um mês, e este não foi exceção. Por isso só agora a novela está clara. O grande tema está sendo a já batida guerra de sexos, com o placar favorável às mulheres: oito na casa contra seis, sendo dois deles gays assumidos. Os núcleos: irmandade feminina (Talula e suas ajudantes Maria, Jaqueline e Paula); machistas em crise (Maurício e os comparsas Diogo, Rodrigão e Wesley); LGBTs que não ligam pro jogo (Diana, Natália, Daniel e Lucival) e as perdidas no espaço (Adriana e Janaína).
Bom, agora que ficou minimamente divertido, o programa ganhou mais algum crédito. Sobre os participantes, Diana continua sendo a mais interessante. Segue discreta e longe dos barracos, mas sempre é a luz da razão nos momentos mais sem sentido – ela já percebeu que o discurso “do coração” de Maurício é balela, por exemplo.
Já Diogo aceitou bem o papel de vilão maluco, tentando a todo custo fazer inimizade com quem tá quieto, como Maria e Paula. Também confesso que me divirto com o maquiavelismo disfarçado da überjogadora Talula, uma Tessália mais bonita e menos perdida. Paula caiu um pouco ao dar corda para os “haters” com seu papo de “amo todo mundo”, embora não justifique o ataque de Diogo.
Sobre o triângulo Maria-Maurício-Wesley, novamente sigo a opinião de Diana: esse mimimi todo por uma ficada no “Big Brother”? Parece até que são casados… Dou razão a Maria, pois ela até segurou bem a tentação, mas também acho que ela errou ao insistir com o “ex” machista. A fila anda, galera.

A semana anterior foi encerrada por um discurso de Bial pouco comum na eliminação de Maurício. O apresentador mandou, sem metáfora alguma, o elenco inteiro desta edição parar de se preocupar demais com a própria imagem e entrergar-se ao que acontece na casa. Não por acaso, a semana seguinte foi a em que a mão de Boninho e equipe se mostrou mais firme. Chega de moleza pra essa galera, deve ter pensado o Big Boss.
O recado foi assimilado até demais. Na festa da quarta-feira, Diana deu a já histórica lambida ndo doce de leite – metáfora para beijo na boca – de Michelly. Já no sábado, foi estrago. Quase todo mundo passou do ponto na bebida com energético, mas de novo Michelly roubou a cena com seu desmaio, além da convulsão de Paula. Correndo por fora, um alterado André Marques se esfregou sem pudores nas meninas e em Natália (notem a distinção), e a edição tratou de esconder isso. Afinal, o Ministério Público tá aí como o Big Brother do Big Brother…
No mais, o atribulado entra e sai de jogadores do técnico Boninho nos últimos dias – a louca Michelly, o zero à esquerda Rodrigo e o zero à direita Igor fora, os whatever Adriana e Wesley dentro – só teve como saldo uma possibilidade de triângulo amoroso; Maria, Wesley e Maurício, pois este último poderá voltar na tal casa de vidro de shopping que reunirá todos os eliminados deste ano. E o fenômeno Ariadna está também no páreo. Mas ainda não estou convencido.
Há quem diga que o BBB 11 está chato porque não tem “novela”. Ou que o elenco é fraco por natureza. Ou que Boninho ainda não os desafiou o suficiente. Eu acho que talvez não seja nada disso. Acho que a fórmula está muito batida mesmo e todo ano fica mais difícil surpreender. Temos aí mais dois meses pela frente e águas podem e devem rolar, mas sei não, hein? Coloco minhas poucas esperanças na estilosa Diana e na animada Paula, ou mesmo nos “vilões” Diogo, Talula e Natália, se o nível etílico continuar elevado.
* Imagem: Carolina Minha Filha, o melhor blog de BBB da temporada

Na semana passada, a eliminação de Ariadna foi um evento porque fechou o ciclo da primeira transexual do “BBB”. Mas desta vez vou (tentar) falar pouco porque o atual momento não pede muitas palavras.
Nesse paredão entre Diogo e Maurício, eu estava torcendo pela saída do maleta Diogo, mas francamente, se o segundo saisse – como acabou saindo – eu também não lamentaria muito. Fora o fato de ter pego a gostosinha Maria, o que ele fez de mais?
A boa notícia é que a votação foi apertada, então Diogo ainda periga sair em breve. Ou não, o público vai gostando dele e ele vai ficando. Eu não sei se aquelas DRs dele com Michelly o prejudicam ou o ajudam perante os espectadores, mas eu sei que me cansa pra cacete.
De resto, o “BBB 11″ concluiu sua segunda semana sem nada de mais. A trapalhada do sabotador Diogo até foi engraçada, mas essa novidade ainda não engrenou. O tal ex-quarto branco/quarto chocolate/solitária não fez nem cócegas no juízo de Michelly, e Boninho deve ficar naquele dilema de aumentar a tortura e arriscar levar processo do Ministério Público.
E os participantes continuam emperrados. Rodrigão e Cristiano estão olhando pro teto enquanto Jaqueline, Natália e Diana seguem dando sopa. Mas também, num programa que esconder sexualidade e relacionamento fora parece que virou regra, como saber quem está disposto ao quê?
As samambaias Janaína e Igor poderiam ir embora juntos e abraçados. A dupla fofoqueira Lucival e Daniel me dá preguiça. E a prova do líder de resistência funcionou, o que ficou chato. Prova boa é como a da semana anterior, que tudo deu errado.
A esperança? Paula, a única que tenta se divertir sem pudores nesse marasmo. Estou gostando mais dessa menina. Próxima semana, por favor.






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