
Quando as duas notícias mais importantes de 2011, no âmbito da televisão, foram o surto de Charlie Sheen e o “eu comeria ela e o bebê” de Rafinha Bastos, só dá para concluir uma coisa: sinal dos tempos.
Em um ano em que cada vez menos gente assistiu à TV no modelo antigo sentar-e-acompanhar-a-programação e que a Netflix finalmente aportou no Brasil (de forma capenga, mas aportou), a queda de qualidade das TVs abertas e a cabo já superou o status de “realidade” para se tornar “caso perdido”.
Mas este não vai ser um texto para reclamar dessa tendência que já dura anos e deve durar uns anos ainda. Mas é evidente que tal tendência é fator preponderante para os casos específicos dos últimos doze meses.
“Two and a Half Men” perdeu Charlie “loki winning” Sheen, e entre a decisão triste porém digna (acabar com o programa) e a sacana porém ainda lucrativa (substituir Sheen), a CBS optou pela segunda, ao despertar a ira dos fãs de longa data com Ashton Kutcher como alternativa. Rendeu alguns picos de audiência, mas some-se a lacuna “impreenchível” de Sheen e o fato de ser uma série bem antiga, e concluímos que dificilmente passe de 2012.
As outras séries gringas continuam na pasmaceira; o fenômeno de 2010 “Walking Dead” deu uma pioradinha na segunda temporada, o novo J.J. Abrams “Person of Interest” ainda não disse a que veio, e nenhuma das demais séries novas se mostraram imprescindíveis. “Lost” ainda deixa saudades…
Já no Brasil, a grande má notícia foi a decadência do ex-melhor programa do país, o “CQC”. Falar que a conturbada saída de Rafinha Bastos e a despedida de Danilo Gentili tiveram a ver com isso é chover no molhado, mas o principal fator, a meu ver, é o desgaste natural da fórmula. Já os demais programas de humor seguem caídos – sim, “Pânico”, estou falando com você, pois os outros eu nem levo em conta. E talvez essa falta de graça tenha ajudado a causar a overdose de críticas a piadas politicamente incorretas na TV brasileira em 2011.
Mas nem tudo é má notícia. Na gringa, o talk show de Jimmy Fallon vem se mostrando um excelente agitador musical, com boas bandas indies tocando por lá. A quarta temporada da série veterana “Fringe” está sensacional, dizem (não cheguei lá ainda, estou vendo a primeira). E o novo “Thundercats”, quem diria, é bem interessante e trouxe inovações boas ao desenho original.
No Brasil, em meio a “Tapas e Beijos”, Patrícia Poeta no “Jornal Nacional”, a eterna Luciana Gimenez e outras infinitas bobagens, ainda há uma luz ao fim do túnel: ninguém menos que o octagenário Silvio Santos, que sozinho diverte e faz mais graça que todos os programas de humor juntos.
Também vale menção honrosa a programação geral da MTV em 2011, que com o “Goo”, “Na Brasa”, “Grampo”, “Mod” e “Furo”, voltou a priorizar música, bom conteúdo e humor ousado, além de nos brindar com as melhores humoristas da TV atual: Dani Calabresa e Tatá Werneck. Veremos quanto tempo isso vai durar.
Top notícias de TV em 2011:
* Charlie Sheen saindo barraqueiramente de “Two and a Half Men”
* “Walking Dead” fail
* A frustrante série nova de J.J. Abrams, “Person of Interest”
* Thundercats novo
* “Fim” do CQC
* Netflix no Brasil
* Jimmy Fallon e seu talk show indie
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Você sabe que eu andei ignorando o “CQC” neste blog – programa este que ganhou hashtag especial só para eu postar meus comentários sobre cada programa que vi em 2010. Por tabela, tive pouco interesse em comentar as recentes polêmicas em que se envolveram Rafinha Bastos e Danilo Gentili. Até porque o padrão se repetia, trocando-se apenas a piada da vez. Eles falavam uma besteira, uma galera se irritava, umas notas na imprensa pra repercutir o assunto e depois ficava por isso.
O bizarro é que depois da então maior controvérsia envolvendo Rafinha – sobre a tal citação que estuprador merecia abraço por currar mulheres feias – ele só se queimou mesmo com seus patrões na Band quando disse uma mera cantada de pedreiro em rede nacional. O lance de Tas levantar o nome de uma mulher bonita pra depois o gaúcho cortar com um “eu comeria” já era artifício usado outras vezes por ele. Desta vez acrescentou-se o “…e o bebê” apenas pela conveniência do momento, pois afinal, Wanessa Camargo está grávida. Está tudo bem, era só uma gag sem graça da quinta série e todo mundo sabe que ele nunca faria isso, não é?
O resto você sabe: Wanessa não gostou, seu marido Marcus Buaiz menos ainda, este ameaçou ferrar com a publicidade do programa (já que é sócio da 9ine, agência de mídia responsável por intermediar algumas das marcas anunciantes do “CQC”) e até Marco Luque divulgou nota repudiando a fala de Rafinha. Pressionada, a Band suspendeu o cara. E ontem, seu pedido de demissão se tornou público. A novela ainda segue e pode ser que as partes se resolvam, mas do jeito que está, acho que não há mesmo mais clima para ele continuar no “CQC” – e lamentavelmente isso respinga no bom trabalho que ele vinha fazendo no programa de reportagens “A Liga”, que não tinha nada a ver com isso.
O que eu acho triste nessa história toda é que nada disso era necessário. Rafinha não precisava ter baixado tanto o nível só em nome da fama fácil e da autodefesa de sua atitude de machão. A Band errou ao afastá-lo, pois era óbvio que a partir desse precedente, nada mais seria como antes no programa. Wanessa e marido não tinham que se ofender com uma bobagem de piada, que talvez nem tivesse sido notada se ficassem calados.
Não posso dizer que tenho pena do que Rafinha anda passando. Afinal, boa parte do seu estilo é formatado pra isso mesmo, pra causar uma certa irritação por meio da atitude cool-fascista de quem não se importa muito com o que costumamos chamar de ética. Ele procurou isso, e o retorno está aí. Suas poucas respostas à crise tem sido em tom jocoso, portanto mais um motivo para não nos preocuparmos com ele. Deve estar bem melhor do que eu, aliás.
Só que ele devia saber – ou até sabia, mas ignorou mesmo – que em um país onde as pessoas batem no ator na rua porque ele está interpretando um vilão na novela, era claro que uma minoria iria distinguir o personagem filho da puta de Rafinha Bastos do cidadão Rafinha Bastos. E ainda assim, isso não é justificativa para dizer qualquer barbaridade travestida de humor.
O que vai ser dele agora? Ele ainda tem seus stand-ups, a produção para a internet e o bar Comedians. Mas acho difícil ele querer voltar à TV aberta em curto prazo. Talvez ganhe um espaço na versão brasileira do Comedy Central, que estreia no ano que vem. Seja lá o que faça, tomara que tome consciência não apenas do seu talento para a piada – que anda em segundo plano com as confusões recentes – mas da sua responsabilidade como pessoa pública. Em suma, que saiba distinguir uma piada de uma mera ofensa gratuita.
Março foi o mês do “retorno à comédia” no Brasil. Há duas semanas, o “CQC” estreou sua quarta temporada. O “Pânico na TV” retornou algumas semanas antes, enquanto a programação 2011 da MTV segue com edições novas de seus três principais humorísticos: “Furo”, “Comédia” e “Quinta Categoria”. Por fim, tivemos no último fim de semana em São Paulo a segunda edição do Risadaria, maior festival do gênero no país.
No entanto, não deixa de ser uma triste coincidência o fato de essas coisas estarem acontecendo em um momento onde o humor brasileiro na TV está, a meu ver, em uma curva descendente. Ao mesmo que nunca se viu tanto humorista trabalhando, não dá para dizer que o aproveitamento de todo esse esforço seja dos melhores.
Em 2008, o “CQC” surgiu como um sinal de vitalidade – ainda que siga uma franquia de vários países – e até o “Pânico”, que desde sempre teve um humor de gosto duvidoso, parecia estar em uma boa fase, dando bastante espaço aos talentosos Evandro Santo – o Christian Pior – e Eduardo Sterblitch – o César Polvilho/Freddie Mercury Prateado.
Mas agora, em 2011, a graça parece ter se esvaído. Os dois programas não começaram bem suas temporadas, apostando em seus próprios clichês, como a insossa “busca pela panicat sagrada”, uma enésina desculpa para mostrar bundas; ou apelando para truques de outras eras, a exemplo de Danilo Gentili fazendo “pegadinhas sociais” em dois cantos do Brasil.
O caso da MTV traz a vantagem de permitir mais liberdade de linguagem aos comediantes, sem pudores para palavrões e piadas politicamente incorretas e meio inconsequentes. E nesse sentido, o “Furo MTV”, menos pretensioso que o “Pânico” e o “CQC”, costuma acertar mais que errar com seu texto afiado e o cinismo desmedido de Dani Calabresa e Bento Ribeiro. O “Quinta Categoria” às vezes se salva mais pela competente Tatá Werneck.
Já o “Comédia” é um pastiche pálido do “TV Pirata”, além de ser um mero veículo para o ego de Marcelo Adnet e suas milhares de imitações e paródias musicais. Confesso que ria muito mais do “Rock Gol”, que nem era um programa de humor pelo humor. E coincidência ou destino, o programa foi reformulado e muita de sua graça foi perdida com o atual apresentador, Eduardo Elias.
Pra começar, não vou entrar na pilha de que a culpa por essa má fase seja do “boom” do stand-up comedy no Brasil. Na verdade, essa má fase precede essa onda, e acho até que stand-up se faz no Brasil há muito mais tempo do que se imagina – ok, Ary Toledo e Costinha eram mais contadores de piadas nonstop do que o lance do Stand-up de transformar descrições de situações e opiniões em humor. Mas o que vem ao caso é que o problema da comédia no país é bem mais complexo e não tem um culpado específico.
O humor se torna forte em conjunturas sociais adversas. Na ditadura dos anos 70, tivemos o “Pasquim”, Jô Soares, Chico Anysio e os Trapalhões. Nos anos 80, aqueles de Sarney, tivemos os Cassetas no impresso e depois na Globo, com a “TV Pirata”, além da boa fase dos Trapalhões ter continuado. Chegaram os 90, eleições diretas e Plano Real. Morreram Mussum e Zacarias e a Escolinha do Professor Raimundo virou asilo de humoristas, com Costinha segurando tudo nas costas.
Fora isso, creio que a atual geração sofre com a comparação saudosa com os mestres do passado. É um lugar comum dizer que Rafinha Bastos, o tal tuiteiro mais influente da internet segundo o “New York Times” – retuitar piada é sinal de influência, afinal? – é um idiota sem talento, e bom mesmo era Chico Anysio e Mussum. Complicado isso, pois só o tempo vai fazer justiça ou injustiça aos atuais humoristas. Mas hoje já se pode dizer que os artistas de hoje não são tão carismáticos, pois desafiam mais as normas de conduta e questões éticas, sendo assim taxados de grossos, agressivos e insensíveis por muita gente.
Fazer humor não é fácil. Da concepção da piada até a resposta do espectador, o humorista precisa se antecipar a um sem número de gostos, opiniões e sensibilidades que possam gerar receptividade positiva no público. Além de, se possível, conseguir gerar alguma reflexão sobre os problemas do mundo. Em tempos tão chatos e tão próximos ao fim do mundo, temos cada vez mais sede de risadas. A tarefa é ingloria, mas alguém precisa fazer o serviço sujo. E bem feito. E rápido.
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20/12: Não pude assistir ao vivo, só pelo YouTube; daí entre um vídeo de matéria e outro devo ter perdido algumas piadinhas da bancada. Mas foi um “CQC” razoável como vinham sendo os últimos. As pautas “resto de feira” não ajudaram muito, mas curti (como sempre) o “Povo Quer Saber” com Bernardinho e (como sempre) o Documento sobre homofobia, tema bem pertinente pros dias de hoje. E foi bonitinho ver todos juntos no final e engraçado Rafinha sacaneando Rafa Cortez mostrando o número de telefone dele ao vivo. Nota 6.
27/12: Esperava bem mais do programa-retrospectiva, já gravado e em início de férias da equipe. Os melhores momentos de cada repórter não ganharam sequer uma arte abrindo os VTs. O “Top Five” foi legal até, mas indesculpável não ter mostrado a reportagem da Record sobre Bilu. Aliás, Bilu, o meme do ano, não foi sequer citado! Também senti falta de algum vídeo especial mais bem produzido, como aquele à la “Cavaleiro das Trevas” nas eleições. E cadê a retrospectiva da própria bancada? Pelo menos mostraram três resoluções do “Proteste Já” como a única parte de conteúdo inédito. Nota 5.
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Tenho para mim uma boa e uma má notícia sobre o “CQC” em 2010. A má: no geral, a qualidade do programa caiu um pouco neste ano. A boa: ainda assim, continua sendo o programa mais interessante de acompanhar na TV aberta brasileira – embora isso não não seja necessariamente um mérito se considerarmos a péssima concorrência.
A queda de qualidade, mesmo pequena, é que me preocupa. Especulo que a razão para isso tenha sido o excesso de trabalho das pessoas envolvidas. Em 2008, quando começou sua parceria com a Band, a produtora argentina Quatro Cabezas só cuidava do “CQC”. Em 2010, acumularam mais três programas: “Polícia 24h”, “A Liga” e “O Formigueiro”, sendo que esses dois últimos ainda por cima contam com dois CQCs, Rafinha Bastos e Marco Luque. E ainda vem mais um projeto por aí, o reality “Classe Turista, o Mundo segundo os Brasileiros”. Assim, as equipes devem ter se desdobrado para dar conta de tudo, e aí a produtora deixou seu carro-chefe menos afiado.
Dentre as novidades do “CQC” neste ano, funcionaram o “Documento da Semana”; o “Povo Quer Saber”; Monica Iozzi no Congresso no lugar de Danilo Gentili; e este por sua vez substituindo Rafinha Bastos no “Proteste Já”. O “Documento” é um bom “quadro sério” mas sem a tensão do “Proteste”, e por abordar temas novos toda semana, dificilmente pode cansar. O “Povo” é divertido por trazer perguntas desconcertantes de transeuntes às personalidades, e estas no geral entram bem no jogo, com respostas igualmente cretinas. A troca de repórteres valorizou mais o potencial da então novata Monica, enquanto Danilo continua usando seu “cri-cri power” para boas ações.
Os fiascos ficaram por conta do “Luque Responde”; do “Trabalho Forçado”; do “Piores Notícias da Semana”. O primeiro prometia ser uma boa diversão para fechar o programa, mas os textos ruins e a performance deslocada de Luque comprometeram. O “Trabalho” era uma xaropada já no conceito, pois pôr famosos em ambientes ao qual não estão acostumados parece pauta do “Fantástico”. E o “Piores Notícias”, um tipo de “Top Five” sem vídeos, funcionaria melhor em um Twitter.
Outras duas novidades não cheiraram nem federam. O ”A Semana em Fotos” até cai bem como “tirinha marginal da ‘MAD’”, ou seja, aquela coisinha pra fechar o bloco e que quase não dá trabalho de fazer. E o substituto do “Luque Responde”, o “Mas Que Boa Pergunta, Marcelo Tas” (nome não-oficial), não é a opção ideal, mas pode ficar por enquanto.
Dentre os homens de preto, acho que o destaque positivo ficou por conta de Monica Iozzi, que provou ter os requisitos básicos de um CQC – cara de pau, falta de noção, insistência e raciocínio rápido para entrevistas – além de (impossível ignorar) ser uma garota bonita que embeleza o programa sem apelar para o corpo. Rafa Cortez e Oscar Filho também tiveram bons momentos – foram deles as pautas mais engraçadas do ano, a do Guerreiro do Hexa e a de desligar a TV dos argentinos na Copa, respectivamente.
Talvez porque tenha acumulado projetos fora do “CQC” – o Comedians, o programa novo para 2011, o stand-up “Politicamente Incorreto” – Danilo Gentili fez pouco ou quase nada fora do “Proteste Já”, o que foi uma pena. Assim como Rafinha, sócio de Danilo no Comedians e apresentador de “A Liga”. Luque e Tas ficaram no bom nível de sempre, mas a decepção ficou com Felipe Andreoli, que ficou mais puxa-saco que o de costume, fez entrevistas rasas e nem mesmo na Copa do Mundo, onde poderia ter debulhado, ele fez grande coisa.
Outros momentos dignos de nota foram a participação especial de Palmirinha, Rafael Cortez amordaçado no armário e o mesmo Cortez raspando a cabeça. Ainda no quesito pauta, as coberturas da “Playboy” do mês foram saindo de cena, mas ainda rolam coisas chatas como pré-estreias de filmes e festas sem nada de interessante para mostrar, apesar dos esforços dos repórteres.
Ao final de seu terceiro ano, já é certo que o “CQC” não é mais novidade. E sem essa vantagem, um programa de humor precisa duplicar ou triplicar seus esforços para continuar engraçado. E no caso do “CQC”, há ainda a preocupação de fazer as pessoas refletirem sobre a realidade entre uma gag e outra. Em 2011, um ano aparentemente sem grandes temas como eleições, Olimpíadas ou Copa, vai ser a prova dos nove para que Marcelo Tas e seus colegas continuem correndo atrás – agora de Dilma e cia. – sem perder de vista o fator diversão.

Ou “tudo e um pouco mais que eu falei antes nos posts anteriores da retrospectiva, mas em tópicos”.
Evento pop do ano: a Copa do Mundo na África do Sul
Homem do ano: Julian Assange, jogando no ventilador da diplomacia mundial com o Wikileaks
Notícia Tela Quente do ano: a “Operação Superbope” no Rio
Perdendo-fé-na-humanidade do ano: os ataques homofóbicos em São Paulo, a xenofobia antinordestinos no Twitter e o caso Sakineh Ashtiani no Irã
Novela do ano: os 33 mineiros chilenos saindo do buraco
Político do ano: Tiririca e Marina Silva
Instrumento musical do ano: vuvuzela
Gol do ano: o voleio de Forlán em Uruguai x Alemanha
Bordão-meme do ano: “Ah muleque!” e “Jabulaaaaaniiiii”
Bicho do ano: polvo Paul
Revoltas do ano: viral dos meninos putos com Felipe Melo, Tulla Luana (“Colheita Feliz”) e a mineira contra a venda de ingressos do show do U2/Muse
Pé-frio do ano: Mick Jagger
Show do ano (ou “show pelo qual você esperou a vida inteira”): Paul McCartney em São Paulo
Disco do ano: “Travellers in Space and Time”, Apples in Stereo
Música do ano: “Hey Elevator”, Apples in Stereo, e “Fuck You”, de Cee-Lo Green
Clipe do ano: “Let’ em Shine Below”, Holger
Banda revelação do ano: Tame Impala
Festival cool do ano: Planeta Terra
Festival FAIL do ano: SWU
Viral web “vou-derreter-de-tanto-rir” do ano: “Busquem conhecimento”, ET Bilu, “Galvão Birds”, “Trololo”, novo erro de Vanusa ao vivo, “Morre Diabo” e ”Puta Falta de Sacanagem” do Restart
NSFW do ano: Aretuza
Autotune do ano: “Bed Intruder” e “Serra ♥ Dilma”
Filme do ano: “Tropa de Elite 2″, de José Padilha, e “A Rede Social”, de David Fincher
Blockbuster decepcionante do ano: “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton
Artista experimental do ano: Laerte crossdresser
Orgulho teen do ano: o Restart encarando as vaias no VMB como críticas construtivas
Orgulho cafuçu do ano: a professora Alexandra Aleixo, de MG, demitida porque tira a atenção dos alunos tarados com suas roupas curtas
Orgulho nerd do ano: o nerd no baile funk carioca e a garotinha que dança ao ouvir a abertura de “Star Trek”
Maria da Penha do ano: Dado Dolabella e o goleiro Bruno
Nhom do ano: o “Pânico na TV” pagando os 14 meses de aluguel do Senhor Barriga e o bebê Bob Marley
Globo FAIL do ano: nova censura a beijo gay em “Clandestinos”
Personalidade da TV do ano: Charles Henriquepedia
Humoristas do ano: Tatá Werneck e Dani Calabresa
Perdeu-a-graça do ano: Marcelo Adnet
Celebridade do ano: Silvio Santos, hay que falir pero sin perder la falta de noção jamas
Programa de TV aberta do ano: “CQC” – mas com várias ressalvas
Série de TV nova do ano: “The Walking Dead”
Despedidas tristes do ano: apesar dos pesares, “24 Horas” e “Lost”
Site do ano: Omelete
Blog do ano: Melhores do Mundo e Trabalho Sujo
Tumblr do ano: Daily What
Discussão construtiva do ano: a carta aberta a músicos na Scream & Yell
Rede social do ano: Twitter, ainda
Game do ano: “Epic Mickey” (obs.: decisão tomada apenas pelo que vi e li por aí)
Gadget do ano: iPad
Super-herói do ano: Hit Girl
Momento HQ mainstream do ano: Grant Morrison abrindo a primeira franquia de super-heróis da história (Batman Inc.)
Não-aguento-mais-megassagas-de-HQ do ano: “Brightest Day”
Hype transmídia do ano: Scott Pilgrim
Luto do ano: Glauco, Leslie Nielsen, José Saramago e Harvey Pekar
Gostosa do ano: Katy Perry, Larissa Riquelme e Mary Elizabeth Winstead
Baranga do ano: Gorete do “Pânico”
Freak de reality show do ano: Janaina Jacobina de “A Fazenda 3″
Que-falta-faz do ano: John Lennon
Pré-2011 do ano: Rock In Rio 4
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Apesar de ainda estar longe do impecável, até que este programa subiu mais um pouco de nível em relação aos últimos. A começar pelas pautas de Felipe Andreoli, que andava devendo algo digno de comentários. A do tênis foi um alívio só por não ser futebol, embora eu acho que ele fez perguntas meio fracas pra Andre Agassi. Mas a bolada na bacia e as crianças deram um molho ao VT. Também gostei da pegadinha da eleição do mala do Brasileirão, onde eles disseram quem votou em quem. O “Documento” sobre Papai Noel foi legal porque fugiu daquela “boa-mocice” sobre o tema, mostrando como ele é cada vez mais anacrônico no mundo de hoje em dia. O “Povo Quer Saber” sobre Tom Zé foi ótimo, embora aquelas perguntas sobre David Byrne e a capa do “Todos os Olhos” tenha sido coisa da produção, sem dúvida. Legal também a do Alemão, mais para mostrar como as coisas estão por lá. Nota 7,5.
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O “CQC” inicia seu último mês de 2010 no mesmo ponto morto das últimas semanas. É algo que eu vou desenvolver melhor na resenha final que resumirá a temporada, mas o fato é que a equipe já está no automático para encerrar os trabalhos. Mal aproveitada a cobertura do final do Brasileirão. Poderiam ter pego um pouco mais pesado com os corintianos para vermos algum jogador esbravejando, mas nem isso. O Documento da Semana foi ok, com bons depoimentos de estrangeiros sobre as drogas – o do cara do consulado holandês quebrou o mito que o país é um paraíso de maconha, ponto positivo. Maguila foi o destaque com suas respostas muito… diretas para o povo. E o resto foi resto. Nota 6.
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Fiquei muito a fim de pôr acima o vídeo da matéria de Rafa Cortez na festa da Billboard, uma pauta ruim que foi salva pelo repórter com a sua natural falta de noção. Mas optei pelo Controle de Qualidade mais por uma questão cívica. Cara, vamos supor que apenas as quatro pessoas que apareceram na matéria não saibam onde fica Pernambuco no mapa. Isso já é abominável e só aumenta a minha vergonha alheia da classe política. E antes se eles não soubessem isso e trabalhassem direito, mas essa burrice só comprova ainda mais o estado das coisas. De resto, outra edição sem grandes destaques. Vale destacar o “CQC” na web, o 3.0, que por não contar com roteiro e depender da espontaneidade das respostas de Tas, Rafinha e Luque, está se mostrando um complemento bem legal ao programa. Quanto a este, só nota 5.
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Um dos programas mais murchos do ano, com pautas fraquíssimas. Passada mais da metade do programa, praticamente nenhuma matéria despertou algum conteúdo ou mesmo piadas razoáveis. Até mesmo o Documento da Semana, que normalmente é legal, estava completamente vazio com a pauta dos espíritas. Tá, o Controle de Qualidade voltou, mas até as perguntas foram desinteressantes. Ok, eu ri de Cortez fazendo presepada para fugir dos seguranças. Silvio no “Top Five” foi legal, mas eu já tinha visto. Nota 4.
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Quem diria… o final das eleições parece estar fazendo bem ao “CQC”. Depois do ótimo programa da semana passada, ontem fizeram um programa bem ajeitado, com piadinhas e edição acima da média. Duas matérias me chamaram a atenção: a do preconceito contra nordestinos – Oscar Filho aos poucos deixa o cargo de “CQC das celebridades” e vai curtindo o “Documento da Semana” – e a da PEC da Felicidade, com uma boa entrevista de Rafael Cortez com Cristóvam Buarque. Os efeitinhos foram legais – cogumelo na cabeça de Juliana Alves, Luciana Gimenez, Oscar Filho na casinha, Felipe Melo entre os “Felipes” – e o “CQC” assumiu a birra com Marcos Mion sacaneando bonito o cara. Sensacional o “aconcho” no “Top Five”. Nota 8,5.






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