Via Stereogum. Teve mais música no mais recente programa de Jimmy Fallon. Ele e Joseph Gordon-Levitt (ator queridinho de Christopher Nolan e que parece com o finado Heath Ledger) improvisaram um karaokê, no qual Jimmy imitou David Bowie cantando “Pumped Up Kicks” do Foster the People, Joseph foi de Axl Rose cantando “Since U Been Gone” de Kelly Clarkson, e os dois juntos cantaram “The Edge of Glory” de Lady Gaga. Não consegui embedar, então clica na imagem acima pra ir no Stereogum e ver lá.

Bom, começou com Lady Gaga vestida e atuando como menino. Puxa, que legal, curioso. Daí ela foi cantar e Brian May surge no palco com o cabelo mais grisalho do que nunca. Depois de um tempo, volta Lady Gaga ainda fazendo o papel de homem na homenagem a Britney Separs (estava linda!), querendo aparecer mais que a própria. Aí aconteceram outras coisas e Gaga ganha um prêmio e o recebe… vestida de homem. Ok, moça, a gente entendeu. Ficou até bom, mas piada velha cansa. E já que ela deu um tempo nas papagaiadas, quem tomou o lugar foi sua rival direta, Katy Perry, de gueixa colorida, toda roxa, cubo na cabeça… ah sim, ela ganhou o prêmio de vídeo do ano, mas prêmio ainda importa no VMA?
E teve Beyoncé grávida, Justin Bieber parecendo Maria Gadú (ou o contrário, não sei), homenagem a Amy Winehouse (Bruno Mars com visual Cássia Eller mandou bem, e foi bom ver o trecho do dueto com Tony Bennett, mas a intro de Russell Brand foi indigesta e senti pouca emoção na coisa toda), Nicky Minaj também tentando ser a Gaga de 2010, esquete fraca com Beavis & Butt-Head, a mãe de Tyler The Creator passando vergonha, Adele em showzinho intimista porém deslocado do espírito da festa, Beastie Boys de mentira mas não os de verdade (seria pedir demais), uns cantores novos que eu nem conhecia direito, e Lil Wayne terminando tudo como aquele seu tio bêbado que faz merda no fim da festa. E é isso. Esqueci de algo?
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* Mais atrasado que o “Chinese Democracy”, publico aqui o teaser de “Se Beber Não Case 2″, continuação da surtada comédia de 2009. Agora os caras estão na Tailândia para o casamento de Stu, que aparece com tatuagem de Mike Tyson no vídeo (no primeiro filme, quem casou foi Doug). Verei.
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* Trailer do neo-anime dos Thundercats. Olha… gostei até. Curti a ambientação em Thundera, e o layout e a fluência da animação, além de ter passado um ar de seriedade. Não pretendo ficar na ala dos saudosistas que estão resmungando da iniciativa e tentarei ver com o máximo de isenção.
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* Tá correndo a web esse vídeo de uns velhinhos franceses se enfrentando com sabres de luz. Segundo o MDM: “A história é o seguinte: dois velhos de uma cidadezinha do interior da França estão discutindo no meio da rua quando ambos pegam duas varetas e começam a dar porrada um no outro. Alguém filmou e o vídeo caiu nas mãos de um nerd desocupado. E aí…” Escorreram lágrimas aqui.
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* Aprenda como não usar o Wii Fit no vídeo acima. Pobre cachorro.
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* E como achincalhar Lady Gaga está se tornando um esporte nesse blog, o que dizer desse vídeo de “Born This Way”? Historia de aliens feios invadindo a Terra… Bowie. Música da introdução… a trilha do mestre Bernard Herrmann para “Um Corpo Que Cai”. A música inteira… clone de “Express Yourself”. As saliências do corpo esquálido de Gaga… chifrinhos do AC/DC, ou Marilyn Manson na capa de “Mechanical Animals”. Alguma coisa dessa moça é minimamente original? Ah, para ver esse tem que clicar no play e depois no “Assista no YouTube” (maldito Vevo).
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Sim, Chico Science estava certo. Só está sendo bastante mal interpretado. Modernizar o passado é sim uma evolução musical, mas ele provavelmente se referia à proposta chave do movimento manguebeat de misturar sons e inventar estilos. Cada artista é uma esponja de influências que deve desaguar em uma mistura diferente quando é espremida. Isso não é novo, é básico na arte desde as pinturas rupestres, pelo menos. Mas exemplos recentes mostram que essa lição não só não foi absorvida, mas está passando por distorções.
Na semana passada, Lady Gaga lançou seu “novo” single, “Born This Way”, faixa-título de seu próximo disco. A batida forte, a melodia vocal positiva e “girl power”, a letra falando de uma necessária autoafirmação… tudo na música lembrou a todos de “Express Yourself”, clássico absoluto de Madonna lançado há mais de 20 anos. Chegou a um ponto em que o termo “Express Yourself” ficou no trending topics do Twitter no Brasil e no mundo durante todas as horas de hype do lançamento de “Born This Way”. Semelhanças são corriqueiras no pop, mas não recordo de nada semelhante, no sentido de um single de um superstar ser tão facilmente e imediatamente identificado como cópia direta de outro hit antigo.
Também na semana passada, Jorge Ben Jor afirmou em um show que se comoveu com a campanha iniciada por fãs no Facebook para que ele voltasse a tocar ao vivo o clássico disco “A Tábua de Esmeralda”, na íntegra e com seus arranjos originais, calcados no violão e sem a estridência elétrica que deu o tom de suas apresentações nos últimos 20 anos. Completou dizendo que já está ensaiando para o aguardado projeto (vídeo aqui) e provavelmente isso virará realidade em breve.
A princípio, a primeira notícia pode soar como picaretagem, e a segunda, algo louvável. Porque oras, já virou senso comum que Lady Gaga é uma clone assumida de Madonna – acrescentou como marca pessoal menos sexo e mais freakshow, mas ainda assim clone – e que Ben Jor tem mais é que cuidar direito de seu legado musical, visto que ele não cria nada digno de nota há uns 15 anos. Sim, concordo com as duas, principalmente com essa última. No entanto, as coisas hoje estão tão fora de referência que parece que ninguém se lembra do básico: não seria melhor ambos criarem boas músicas originais e pronto?
Poderia ainda citar os bilhões de “homenagens” do Black Eyed Peas, mas por enquanto fiquemos por aqui. Essa não é a primeira nem será a última vez que este blog abordará o assunto da falta de inovação na música. Mas o assunto só rende porque músicos estão fornecendo material. Chico Science falou, e de novo foi mal interpretado: a tendência geral agora é só “deixar tudo soando bem aos ouvidos”.

* Acima, a capa e nome do próximo disco do Radiohead, “The King of Limbs”. O novo álbum custará 9 dólares pela versão em MP3, que poderá ser baixada a partir de sábado, dia 19, segundo o site da banda. Quem baixar em formato WAV em vez de MP3 pagará 5 dólares a mais. Uma edição de luxo chamada “newspaper” (?) com dois vinis, um CD e encarte será enviada por correio a partir de 9 de maio, ao preço de 48 dólares.
Vinícius Félix encontrou no blog One Thirty BPM um apanhado de faixas recentes da banda que ficaram fora de álbuns, faixas antigas não usadas e músicas novas que Thom Yorke foi espalhando durante os shows de sua turnê solo, entre 2009 e 2010. Isto é, são possíveis candidatas a faixas de “The King of Limbs”.
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A pergunta é uma só: por que eles desistiram de deixar os fãs decidirem quanto querem pagar pelo disco, como foi no caso do “In Rainbows”? Aguardemos cenas dos próximos capítulos (BOL)

* E aí teve o Grammy no domingo. Como o assunto já meio que passou, vou jogar aqui só os vencedores (abaixo) e uns comentários rápidos: entra ano, sai ano, e o Grammy continua estupidamente coxinha (ou como dizem na minha terra, “queijudo”). Muse faz rock? Sério? Ok o Arcade Fire ter ganho álbum do ano, melhor que Gaga ou Eminem. Mas mesmo nessa boa fase a banda é só um U2 atualizado e com menos punch. O country continua sendo a menina dos olhos do prêmio, levantando a bola dessa tal de Lady Antebellum (que nome feio!). E afinal, “The Fame Monster”/”Bad Romance” não são de 2009?
E oh, Lady Gaga saiu de um ovo, que coisa, zzzzz…..
* Álbum do ano – “The Suburbs” – Arcade Fire
* Canção do ano – “Need You Now” – Lady Antebellum
* Gravação do ano – “Need You Now” – Lady Antebellum
* Artista revelação – Esperanza Spalding
* Melhor performance vocal feminina pop – Lady Gaga – “Bad Romance”
* Melhor performance vocal masculina pop – Bruno Mars – “Just The Way You Are”
* Melhor disco pop – “The Fame Monster” – Lady Gaga
* Melhor disco rock – “The Resistance” – Muse
* Melhor disco de r&b – “Wake Up!” – John Legend and The Roots
* Melhor disco de rap – “Recovery” – Eminem
* Melhor disco country – “Need You Now” – Lady Antebellum
* Melhor disco de pop latino – “Paraiso Express” – Alejandro Sanz
* Melhor disco de jazz contemporâneo – “The Stanley Clarke Band” – The Stanley Clarke Band
* Melhor disco de world music contemporânea – “Throw Down Your Heart”, Africa Sessions Part 2: Unreleased Tracks” – Béla Fleck
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Pra não dizer que o Grammy foi todo inútil, teve Cee Lo Green e Gwyneth Paltrow cantando bem uma censurada “Fuck You” com direito a figurino Clóvis Bornay e uns Muppets fofuchos.
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E Janelle Monáe cantando “Cold War”? Absurdamente incrível. Boto muita fé nessa menina.
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* Esse fanfilm conta a história de Link em “Legend of Zelda” mas como se fosse dirigido por John Hughes. Não entendi nada das piadinhas com o jogo (sim, nunca joguei “Zelda” – se você conhece o jogo e sacou tudo, comente aqui), mas curti a homenagem a Hughes (Vulture)
* Fãs arrecadam dinheiro para erguer estátua de Robocop em Detroit. Acho muito justo, mas não dá pra desmentir o argumento dos que são contra à ideia: que a cidade não deveria homenagear um filme que a mostra como sendo afetada por um “câncer” criminoso. Complicado (UOL)

* Genial essa “I Am The Walrus” ilustrada. Vi neste blog de Fred Leal.

* E a série “Guitar Hero” acabou. Eu nem comprei o meu ainda. Mas é uma notícia previsível; rolou uma overdose de títulos nessa linha e as pessoas enjoam e param de comprar. Descanse em paz (UOL Jogos)
* Festival de Berlim abre com “Bravura Indômita” fora de competição (BOL)

* Que sensacional: um sujeito chamado Fritz von Runte pegou o filme “2001 – Uma Odisseia no Espaço” e músicas de David Bowie, mashupou filme e trilha e fez “Bowie 2001″. Pra assistir é só ir no site do projeto. O início com “Ziggy Stardust” de fundo é chapante. Dica de Marcelo Costa.
* O Grammy é nesse domingo, 23h, e vai ter show de Dr. Dre e Bob Dylan (BOL)

* PJ Harvey vai exibir suas músicas novas ao vivo pela primeira vez em um show que será transmitido pelo seu site oficial. Acontecerá em Paris e tem início às 18 horas desta segunda-feira (14) no horário de Brasília. “Let England Shake” será o oitavo álbum de estúdio da britânica nariguda (UOL Música)
* “Born This Way”, a música nova de Lady Gaga, pode ser ouvida no site dela. “Express Yourself” mandou lembranças.
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* E esse trailer de “X-Men: First Class”? Enrolou com muitas referências aos filmes bons dos mutantes, mas ainda não me convenceu. Como Pablo Peixoto disse no Twitter, a única coisa boa foi Magneto de costas.
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* Mais mashup: Capitão América, fuck yeah! Um desocupado pegou a música “America, Fuck Yeah”, de “Team America: Detonando o Mundo” (2004) – filme de marionetes sem noção de Trey Parker, co-criador de “South Park” no qual um superexército americano atua como a polícia do mundo – e juntou com o recente comercial de TV do bandeiroso. Gênio (Cinema em Cena)
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* “Faroeste Caboclo” em versão robô de voz do Google Translate, que tal? Cortesia do Googleoke, dica de Liv Brandão.
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* E para terminar bem a semana, tomaí Playmobil tocando “Transmission”, do Joy Division.












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