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20/12: Não pude assistir ao vivo, só pelo YouTube; daí entre um vídeo de matéria e outro devo ter perdido algumas piadinhas da bancada. Mas foi um “CQC” razoável como vinham sendo os últimos. As pautas “resto de feira” não ajudaram muito, mas curti (como sempre) o “Povo Quer Saber” com Bernardinho e (como sempre) o Documento sobre homofobia, tema bem pertinente pros dias de hoje. E foi bonitinho ver todos juntos no final e engraçado Rafinha sacaneando Rafa Cortez mostrando o número de telefone dele ao vivo. Nota 6.
27/12: Esperava bem mais do programa-retrospectiva, já gravado e em início de férias da equipe. Os melhores momentos de cada repórter não ganharam sequer uma arte abrindo os VTs. O “Top Five” foi legal até, mas indesculpável não ter mostrado a reportagem da Record sobre Bilu. Aliás, Bilu, o meme do ano, não foi sequer citado! Também senti falta de algum vídeo especial mais bem produzido, como aquele à la “Cavaleiro das Trevas” nas eleições. E cadê a retrospectiva da própria bancada? Pelo menos mostraram três resoluções do “Proteste Já” como a única parte de conteúdo inédito. Nota 5.
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Tenho para mim uma boa e uma má notícia sobre o “CQC” em 2010. A má: no geral, a qualidade do programa caiu um pouco neste ano. A boa: ainda assim, continua sendo o programa mais interessante de acompanhar na TV aberta brasileira – embora isso não não seja necessariamente um mérito se considerarmos a péssima concorrência.
A queda de qualidade, mesmo pequena, é que me preocupa. Especulo que a razão para isso tenha sido o excesso de trabalho das pessoas envolvidas. Em 2008, quando começou sua parceria com a Band, a produtora argentina Quatro Cabezas só cuidava do “CQC”. Em 2010, acumularam mais três programas: “Polícia 24h”, “A Liga” e “O Formigueiro”, sendo que esses dois últimos ainda por cima contam com dois CQCs, Rafinha Bastos e Marco Luque. E ainda vem mais um projeto por aí, o reality “Classe Turista, o Mundo segundo os Brasileiros”. Assim, as equipes devem ter se desdobrado para dar conta de tudo, e aí a produtora deixou seu carro-chefe menos afiado.
Dentre as novidades do “CQC” neste ano, funcionaram o “Documento da Semana”; o “Povo Quer Saber”; Monica Iozzi no Congresso no lugar de Danilo Gentili; e este por sua vez substituindo Rafinha Bastos no “Proteste Já”. O “Documento” é um bom “quadro sério” mas sem a tensão do “Proteste”, e por abordar temas novos toda semana, dificilmente pode cansar. O “Povo” é divertido por trazer perguntas desconcertantes de transeuntes às personalidades, e estas no geral entram bem no jogo, com respostas igualmente cretinas. A troca de repórteres valorizou mais o potencial da então novata Monica, enquanto Danilo continua usando seu “cri-cri power” para boas ações.
Os fiascos ficaram por conta do “Luque Responde”; do “Trabalho Forçado”; do “Piores Notícias da Semana”. O primeiro prometia ser uma boa diversão para fechar o programa, mas os textos ruins e a performance deslocada de Luque comprometeram. O “Trabalho” era uma xaropada já no conceito, pois pôr famosos em ambientes ao qual não estão acostumados parece pauta do “Fantástico”. E o “Piores Notícias”, um tipo de “Top Five” sem vídeos, funcionaria melhor em um Twitter.
Outras duas novidades não cheiraram nem federam. O ”A Semana em Fotos” até cai bem como “tirinha marginal da ‘MAD’”, ou seja, aquela coisinha pra fechar o bloco e que quase não dá trabalho de fazer. E o substituto do “Luque Responde”, o “Mas Que Boa Pergunta, Marcelo Tas” (nome não-oficial), não é a opção ideal, mas pode ficar por enquanto.
Dentre os homens de preto, acho que o destaque positivo ficou por conta de Monica Iozzi, que provou ter os requisitos básicos de um CQC – cara de pau, falta de noção, insistência e raciocínio rápido para entrevistas – além de (impossível ignorar) ser uma garota bonita que embeleza o programa sem apelar para o corpo. Rafa Cortez e Oscar Filho também tiveram bons momentos – foram deles as pautas mais engraçadas do ano, a do Guerreiro do Hexa e a de desligar a TV dos argentinos na Copa, respectivamente.
Talvez porque tenha acumulado projetos fora do “CQC” – o Comedians, o programa novo para 2011, o stand-up “Politicamente Incorreto” – Danilo Gentili fez pouco ou quase nada fora do “Proteste Já”, o que foi uma pena. Assim como Rafinha, sócio de Danilo no Comedians e apresentador de “A Liga”. Luque e Tas ficaram no bom nível de sempre, mas a decepção ficou com Felipe Andreoli, que ficou mais puxa-saco que o de costume, fez entrevistas rasas e nem mesmo na Copa do Mundo, onde poderia ter debulhado, ele fez grande coisa.
Outros momentos dignos de nota foram a participação especial de Palmirinha, Rafael Cortez amordaçado no armário e o mesmo Cortez raspando a cabeça. Ainda no quesito pauta, as coberturas da “Playboy” do mês foram saindo de cena, mas ainda rolam coisas chatas como pré-estreias de filmes e festas sem nada de interessante para mostrar, apesar dos esforços dos repórteres.
Ao final de seu terceiro ano, já é certo que o “CQC” não é mais novidade. E sem essa vantagem, um programa de humor precisa duplicar ou triplicar seus esforços para continuar engraçado. E no caso do “CQC”, há ainda a preocupação de fazer as pessoas refletirem sobre a realidade entre uma gag e outra. Em 2011, um ano aparentemente sem grandes temas como eleições, Olimpíadas ou Copa, vai ser a prova dos nove para que Marcelo Tas e seus colegas continuem correndo atrás – agora de Dilma e cia. – sem perder de vista o fator diversão.
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Apesar de ainda estar longe do impecável, até que este programa subiu mais um pouco de nível em relação aos últimos. A começar pelas pautas de Felipe Andreoli, que andava devendo algo digno de comentários. A do tênis foi um alívio só por não ser futebol, embora eu acho que ele fez perguntas meio fracas pra Andre Agassi. Mas a bolada na bacia e as crianças deram um molho ao VT. Também gostei da pegadinha da eleição do mala do Brasileirão, onde eles disseram quem votou em quem. O “Documento” sobre Papai Noel foi legal porque fugiu daquela “boa-mocice” sobre o tema, mostrando como ele é cada vez mais anacrônico no mundo de hoje em dia. O “Povo Quer Saber” sobre Tom Zé foi ótimo, embora aquelas perguntas sobre David Byrne e a capa do “Todos os Olhos” tenha sido coisa da produção, sem dúvida. Legal também a do Alemão, mais para mostrar como as coisas estão por lá. Nota 7,5.
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O “CQC” inicia seu último mês de 2010 no mesmo ponto morto das últimas semanas. É algo que eu vou desenvolver melhor na resenha final que resumirá a temporada, mas o fato é que a equipe já está no automático para encerrar os trabalhos. Mal aproveitada a cobertura do final do Brasileirão. Poderiam ter pego um pouco mais pesado com os corintianos para vermos algum jogador esbravejando, mas nem isso. O Documento da Semana foi ok, com bons depoimentos de estrangeiros sobre as drogas – o do cara do consulado holandês quebrou o mito que o país é um paraíso de maconha, ponto positivo. Maguila foi o destaque com suas respostas muito… diretas para o povo. E o resto foi resto. Nota 6.
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Fiquei muito a fim de pôr acima o vídeo da matéria de Rafa Cortez na festa da Billboard, uma pauta ruim que foi salva pelo repórter com a sua natural falta de noção. Mas optei pelo Controle de Qualidade mais por uma questão cívica. Cara, vamos supor que apenas as quatro pessoas que apareceram na matéria não saibam onde fica Pernambuco no mapa. Isso já é abominável e só aumenta a minha vergonha alheia da classe política. E antes se eles não soubessem isso e trabalhassem direito, mas essa burrice só comprova ainda mais o estado das coisas. De resto, outra edição sem grandes destaques. Vale destacar o “CQC” na web, o 3.0, que por não contar com roteiro e depender da espontaneidade das respostas de Tas, Rafinha e Luque, está se mostrando um complemento bem legal ao programa. Quanto a este, só nota 5.
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Um dos programas mais murchos do ano, com pautas fraquíssimas. Passada mais da metade do programa, praticamente nenhuma matéria despertou algum conteúdo ou mesmo piadas razoáveis. Até mesmo o Documento da Semana, que normalmente é legal, estava completamente vazio com a pauta dos espíritas. Tá, o Controle de Qualidade voltou, mas até as perguntas foram desinteressantes. Ok, eu ri de Cortez fazendo presepada para fugir dos seguranças. Silvio no “Top Five” foi legal, mas eu já tinha visto. Nota 4.
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Quem diria… o final das eleições parece estar fazendo bem ao “CQC”. Depois do ótimo programa da semana passada, ontem fizeram um programa bem ajeitado, com piadinhas e edição acima da média. Duas matérias me chamaram a atenção: a do preconceito contra nordestinos – Oscar Filho aos poucos deixa o cargo de “CQC das celebridades” e vai curtindo o “Documento da Semana” – e a da PEC da Felicidade, com uma boa entrevista de Rafael Cortez com Cristóvam Buarque. Os efeitinhos foram legais – cogumelo na cabeça de Juliana Alves, Luciana Gimenez, Oscar Filho na casinha, Felipe Melo entre os “Felipes” – e o “CQC” assumiu a birra com Marcos Mion sacaneando bonito o cara. Sensacional o “aconcho” no “Top Five”. Nota 8,5.
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E não é que quando eu menos esperava fizeram um programa melhorzinho de novo? Futebol só vai render mais coisa legal no fim do campeonato mesmo. A enorme “reportagem” do Bilu certamente foi o destaque, mas também saíram na vantagem, pois o tema ajuda bastante. As entrevistas da Fórmula 1, pff. O Documento da Semana voltou com um tema muito bem escolhido, o dos call centers das empresas. As do “Hair” e do filme de Senna também foram pff. O final de Bilu no estúdio foi apoteótico. “Geografia”, hahaha. “O Povo Quer Saber” com Gretchen foi fraco de novo. Danilo de zumbi foi a única piadinha decente no “Proteste Já”. ”Top 5″ morno, “CQTeste” com o Tchan idem. Nota 8.
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É, Danilo apanhou de novo. Desta vez os seguranças eram do hotel onde ocorreu o discurso. Boa cobertura do segundo turno, embora bem parecida com as anteriores. Curti Mônica Iozzi com a máscara de Serra. Mas como acontece em todo programa com tema dominante, o restante ficou devendo: “Top Five” fraco, a pauta da “Rolling Stone” brochante, sem “Proteste Já” e até “O Povo Quer Saber”, um quadro que sempre é legal, ficou bem chocho com o Restart. Nota 6,5.
P.S.: Eu esqueci de comentar nas outras duas semanas, mas queria falar um pouquinho sobre o “CQC 3.0″, a versão de meia hora a mais do programa na web. Na primeira vez, travou tanto que não rendeu muito. Na semana passada, rolou bem, e desta vez deu pra ter um veredito. Parece-me que essa extensão do programa é interessante porque é pautada meramente pelas perguntas dos internautas, daí os três âncoras ficam mais à vontade, tanto para fazer piadas mais hardcore – como as de Rafinha sobre cocô na privada e se os pentelhos de Tas são brancos – quanto para falar mais a sério sobre certos temas – o próprio Rafinha falou bem sobre o caso Tiririca e, vejam só, sobre o Restart. E olha só: acabei escrevendo mais sobre isso do que sobre o programa desta semana.
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Mais um programa fraco, bem fraco. Talvez o mais fraco do ano. Praticamente todas as matérias foram mais do mesmo: a de futebol, a de evento cultural, a de política/eleições (graças a Deus que está acabando), os quadros fixos… e desta vez nem mesmo os repórteres e âncoras estavam muito inspirados nas tiradas. Quem teve o melhor momento foi Fernanda Lima com a calcinha na cabeça, e por vontade e inspiração próprias. É como eu disse na semana passada: como o ano tá quase no fim, o pique e criatividade do “CQC” tá acabando junto. Vamos ver se rola alguma surpresinha boa na cobertura do segundo turno na semana que vem. Por ora, nota 4.
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Momento raro: Oscar Filho pegou a maioria das pautas. E melhor: nenhuma de celebridades. E fez todas muito bem, com perguntas boas e atitude bem cínica; destaque para a aposta e a bomba ninja com Ronaldo. Também gostei de Rafael Cortez no cúmulo da cara de pau na matéria do Partido Verde; ele com a plaquinha “fala logo, Marina” e a cara de raiva de todo mundo foi impagável. O documento da semana sobre aborto foi oportuno e com a correta abordagem, quase sem piadas. Como sempre, Palmirinha esbanja simpatia n’O Povo Quer Saber’. No mais, creio que a escassez de pautas continua prejudicando; o fim do ano está próximo e os grandes assuntos já se foram quase todos, só faltam a eleição, a Fórmula 1 e o campeonato brasileiro se definirem. Nota 8.






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