
Diz a descrição do vídeo abaixo: “Ethan, um garoto de seis anos com espectro autista, toca música de seu ídolo, Paul McCartney”.
Tem outros vídeos dele cantando e tocando A-Ha, Coldplay e mais. Dica de Charles Pilger.

Aqui em São Paulo está frio e tranquilo nesta manhã de domingo, mas a quente Recife recebeu ontem à noite a visita – como bem analisou Fäbio Bianchini neste texto aqui – de um equivalente moderno a Tutancamon ou Moisés. Mas ainda assim a plateia se mostrou “desinteressada e apática”, nas palavras de colegas jornalistas.
Na Folha:
Como de costume, ele cortejou o público com frases pronunciadas em português capenga. O estádio do Arruda veio a baixo quando ele chamou os pernambucanos de “povo arretado”.
Mas faltou, justo ao povo cortejado, um pouco mais de reverência ou interesse.
A plateia, na maior parte do tempo, se dividiu entre a apatia e a dispersão. Dessintonizada do artista, por três vezes se conectou ao espetáculo: durante as execuções de “And I Love Her”, “Live And Let Die” (possivelmente por causa dos efeitos pirotécnicos) e “Hey Jude”.
Na Rolling Stone:
McCartney fez questão de anunciar que outra faixa, “The Night Before”, seria faria sua estreia no Brasil. Mas o que poderia ser uma informação empolgante acabou completamente perdida em um público que parecia mais interessado em conversar e tirar fotos (não do show – mas uns dos outros). Em momentos mais intimistas como na homenagem a John Lennon com “Here Today”, chegava a ser difícil ouvir a música, abafada pela conversa em alto volume no estádio.
ATUALIZAÇÃO: O UOL também adotou o termo “desinteressado”, mas também pegou falas dos fãs.
“Estou esperando há 50 anos para ver Paul McCartney de perto”, disse o padre Rafael Queiroz, 60. “Já tive outras chances de ir a um show dele, mas nunca pude. Agora é minha última chance. Hoje é um dia de festa para mim”, completou ele. E foi festa para uma grande parte das cerca de 40 mil pessoas que esgotaram os ingressos no estádio do Arruda. Outra parcela, especialmente na pista premium, não se importou tanto assim com quem estava no palco.
A plateia do primeiro de dois shows só em Recuife era dividida entre fãs dedicados e curiosos de plantão. O primeiro grupo trouxe pessoas de outros estados (Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas, Rio ou São Paulo), que dormiram na fila ou que conheciam toda a discografia de Beatles e de Paul McCartney. No segundo, estavam pessoas que preferiam conversar e que mal olhavam para o palco. “A gente vem aqui para ver o show e tem gente que acha que está na casa mãe Joana”, aborreceu-se a estudante Carla Leme, 23, de Olinda.
O Rock em Geral foi mais otimista:
Paul McCartney mostrou a simpatia de sempre, tentando falar em português, embora se mostrasse incomodado com o calor – cerca de 27oC.
(…)
Os shows de Paul no Recife – hoje ele repete a dose – estão movimentando a cidade, a ponto de todos os hotéis estarem lotados. Segundo a produção do show, quase metade dos bilhetes foram vendidos para os estados vizinhos à Pernambuco. Segundo o levantamento, o eixo Rio-São paulo teria colaborado com apenas 4% dos ingressos vendidos.
O G1 foi mais empolgadinho, com direito a informação de orgulho para o Estado.
De volta para o segundo bis, Paul carregava uma bandeira de Pernambuco, elevando o orgulho do público ao nível mais alto.
O Terra também foi positivo, mas é bom frisar que o colega Celso Calheiros, autor do texto, é pernambucano é um paulistano radicado em Pernambuco há bastante tempo.
Paul McCartney iniciou neste sábado, sua turnê no Brasil com o show On the Run. A apresentação cheia de efeitos de luz, som e uma generosa set list tornou ainda mais quente o Estádio do Arruda, que ficou lotado com cerca de 50 mil pessoas. Um público que vibrou, cantou, pulou e dançou com o eterno Beatle.
O que me levou a uma reflexão. Sou suspeito para opinar sobre a suposta apatia do público dita pelos textos da Folha e da RS por dois motivos: sou pernambucano e não vi o show. Iria dizer ainda que sou fã de Paul, mas quero acreditar que todas as pessoas que fizeram esses textos também são e isso não as impediu de colocar suas críticas.
Daí que acho bem possível que houvesse no show um monte de gente que caiu de para-quedas nessa Paulmania repentina que tomou conta do Recife, embora isso seja de praxe em qualquer lugar que o cara se apresente. Mas também há um outro aspecto: até que ponto a opinião de quem assistiu ao show foi influenciada por quem estava ao seu redor ou por uma pré-disposição de notar mais os problemas do que as qualidades do evento?
Não estou dizendo que foi o caso aqui, mas é uma reflexão válida. Por outro lado, críticas sempre ajudam a nos tirar do deslumbramento de fã. É um bom debate esse daí.
Vamos ver como vai ser o segundo show.

Primeiro foi Floripa. Agora o do Recife saiu de ontem para hoje. Quem conseguir traduzir o que ele fala na “tradução em português” para “21″ ganha um Campeonato Pernambucano vencido pelo Santa Cruz.

Ainda no assunto Paul McCartney, vi no Pitchfork que o homem está dando continuidade aos relançamentos de luxo de seu catálogo solo. Desta vez o agraciado é “Ram”, disco de 1971 que volta e meia aparece na lista de melhores trabalhos que ele já lançou. Esta reedição chega em diversos formatos – não vou traduzir, mas tá facinho de entender:
Standard Edition: 1 CD digipak Single disc, digitally remastered 12- track standard edition
Special Edition: 2 CD digipak Remastered album and 8-track bonus audio CD including rarities, b-sides and the hit single, ‘Another Day’.
Deluxe Edition Box Set: 4 CD/1 DVD box set & download Remastered album, bonus audio CD, remastered Mono album, Thrillington CD, bonus film DVD, 112 page book, 5 prints in vintage style photographic wallet, 8 full size facsimiles of Paul’s original handwritten lyric sheets and mini photographic book of outtakes from the original album cover photo shoot.
Hi-Res: 24bit 96kHz files of the remastered and bonus audio CD, accessed via a download code inserted on a card within the deluxe edition package
Vinyl: 2LP 180gm, gatefold vinyl with download Remastered album, bonus audio disc plus digital download of all 20 tracks
Limited Edition Mono Vinyl: 1LP, Remastered mono album
Digital: RAM will be available for download across a variation of digital configurations including Mastered for iTunes and High Resolution
E desde que vi a foto de John Lennon trollando a capa de “Ram” – no auge de seu rancor pós-Beatles – que não consigo dissociar da capa original.


Mantendo a tradição recente, Macca fez um vídeo “caseiro” para conclamar o público brasileiro a vê-lo tocar novamente no país.
O que será que ele vai dizer para o vídeo do Recife? Aliás, será que ele vai querer fazer outro vídeo só para a pernambucanidade?

Printei do site oficial dele pouco depois que começou a circular a notícia da confirmação das datas, locais e preços da terceira vinda de Macca ao Brasil em três anos. Já ajeitaram a grafia, mas francamente, achei que podia ter deixado errado mesmo… ficou meio naif, e ele pode.
Enfim, o serviço dos dois shows:
PAUL MCCARTNEY EM RECIFE
Quando: 21 de abril
Onde: Estádio José do Rego Maciel (Arruda)
Quanto: R$ 600 (pista premium), R$ 260 (gramado), R$ 340 (cadeiras), R$ 180 (arquibancada superior). Há meia entrada
Site para venda de ingressos: www.zetks.com.br
PAUL MCCARTNEY EM FLORIANÓPOLIS
Quando: 25 de abril
Onde: Estádio da Ressacada
Quanto: R$ 760 (gramado premium), R$ 350 (gramado), R$ 380 (cadeiras cobertas gold), R$ 280 (cadeiras descobertas). Há opção de meia-entrada, apenas para venda do público geral.

Grupo RBS traz Paul McCartney a Florianópolis
Show da turnê On The Run está confirmado para o dia 25 de abril no Estádio da Ressacada
O Grupo RBS traz Paul McCartney pela primeira vez a Florianópolis para show da turnê “On The Run”. O contrato foi assinado nesta terça-feira (20), e o show está marcado para o dia 25 de abril, no Estádio da Ressacada.
Resultado de uma parceria entre Grupo RBS, DCSet Promoções e PlanMusic, com apoio do Avaí Futebol Clube, a apresentação do beatle será o maior espetáculo internacional já realizado em Santa Catarina.
Detalhes sobre o show serão divulgados em coletiva a ser realizada na quinta-feira (22), às 15h, em Florianópolis.
Em 2010, o Grupo RBS realizou em Porto Alegre o primeiro show do músico com a turnê Up and Coming na América Latina.
Está mais perto de acontecer do que longe, e Recife também está no aguardo. Mas lembre-se: enquanto as datas e locais não aparecerem no site oficial, não comemore antes do tempo.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=ytJOIthRb7M]
* Paul McCartney deixa flores em memorial de Whitney Houston [Rolling Stone]
[soundcloud]http://soundcloud.com/slicingupeyeballs/public-image-ltd-one-drop[/soundcloud]
* Música nova do PIL, o Public Image Ltd., “One Drop”. É a primeira canção inédita da banda de John Lydon em 20 anos [Bracin]
[soundcloud]http://soundcloud.com/yajna/marchinha-melissa[/soundcloud]
* Indie gaúcho também curte Carnaval. Não sei se esse pedaço de uma versão marchinha de “Melissa” do Bidê ou Balde foi iniciativa da própria banda ou de outros, mas ficou boa [Bianchini deu a dica]

* O cartão de Valentine`s Day do Facebook do “Walking Dead” [Facebook]
* E a quem interessar possa, a formação original do Guns n’ Roses deve mesmo se reunir no Rock n’ Roll Hall of Fame deste ano [Billboard]
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=AzjSRO_-aPM]
* Mais Whitney: a cômica homenagem de um fã de “Dragon Ball Z” à falecida [Várias fontes]

Envelhecer pode ser bom. Paul McCartney deve estar gostando de envelhecer, e não só porque é o artista vivo mais rico do mundo, mas porque está gerenciando muito bem sua terceira idade. Boa saúde, recém casado, com filhos e netos e agora se identificando cada vez mais com o que o pai gostava de ouvir com ele quando era menino. “Kisses on the Bottom” (“beijunda”, como diria Fábio Carbone) só tem duas músicas compostas por Paul, “My Valentine” e “Only Our Hearts”, mas não espere arroubos de rock ou baladas à la Beatles: todo o clima do álbum é de calmaria e contemplação, com mensagens simples sobre amor, andamentos lentos, climão Cole Porter e violinos. Se abstrairmos que é um “disco de Paul McCartney”, vale a ouvida para momentos de relax. Do contrário, pode rolar uma pequena decepção para quem está acostumado demais com “Jet” e “Hey Jude”.
Para ouvir: na NPR em streaming.
















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