
Augusto Pereira me mostrou.
Sim, é só isso. Achou pouco?
Paulo Monte me mostrou.
* O nome do filme já entrega. “WONDER WOMEN! The Untold Story of American Superheroines” é um documentário de Kristy Guevara-Flanagan que estreou no SXSW com o objetivo de fazer justiça à importância da Mulher-Maravilha não apenas para a cultura pop, mas para a autoestima das mulheres americanas. Pra ficar de olho quando trouxerem ao Brasil [Huffington Post]
* Tom Morello planeja na sexta-feira uma “festa flash mob” para o Occupy SXSW com sua banda nova, a Freedom Fighter Orchestra, no set principal, e mais outro com Wayne Kramer e amigos [Rolling Stone]
* Turntable.fm, misto de rede social e “ataque de DJ”, anuncia acordos com quatro grandes gravadoras nos Estados Unidos [G1 e Wired]
* Antropóloga Amber Case defente que o computador e o celular já são nossos cérebros externos [Link Estadão]
* Mobb Deep e Just Blaze participaram em uma festinha que misturou “Star Wars” com hip-hop [Complex]
Bem bonito. Tentem acertar sem usar o Google. O gabarito, para quem quiser:
A – Amelie Poulain
B – Grande Lebowski (Big Lebowski)
C – Cidadão Kane
D – 007 contra o Satânico Dr. No
E – Edward Mãos de Tesoura
F – Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off)
G – O Poderoso Chefão (Godfather)
H – Hobbit
I – Inception
J – Jurassic Park
K – O Discurso do Rei (King’s Speech)
L – Lawrence da Arábia
M – Meu Vizinho Totoro
N – A Noite dos Mortos-Vivos (Night Of the Living Dead)
O – Era Uma Vez no Oeste (Once Upon a Time in the West)
P – Pulp Fiction
Q – Rápida e Mortal (The Quick and the Dead)
R – Rocky
S – Star Wars
T – Titanic
U – Up
V – Um Corpo Que Cai (Vertigo)
W – O Mágico de Oz (Wizard of Oz)
x – X-Men
Y – Yojimbo
z – Zodíaco
De novo Danilo Cabral deu a dica.

Não é à toa que Anakin Skywalker teve todos os membros decepados, caiu na lava e virou Darth Vader, o maior bully da galáxia: afinal, teve que ser interpretado por um dos piores arremedos de ator mirim dos últimos anos. Mas 13 anos após “A Ameaça Fantasma”, Jake Lloyd, hoje com 22 anos, deu o ar da graça no “Daily Mail” e explicou porque sumiu do cinemas depois daquilo. A péssima experiência – na escola as outras crianças faziam o som de sabre de luz quando ele aparecia – o fez desistir da carreira. E ainda sobrou, de novo, para George Lucas, que foi acusado por Lloyd de não tê-lo preparado: “Quando você tem algo como isso [o Episódio I] há um monte de expectativas para se ajustar aos padrões do público e eu não acho que George fez isso”.
Eu ainda não sei se acho bem feito ou se fico com pena. E outra: ele não ficou a cara do Star Wars kid?

O sujeito acima foi um dos principais responsáveis por “Star Wars” deixar de ser um projeto de George Lucas desacreditado pela Fox. O estúdio cogitou parar de financiar o filme quando Lucas apresentou algumas artes conceituais de como seriam as cenas, incluindo a chegada de R2-D2 e C-3PO em Tatooine. Conseguiu ganhar a confiança da Fox novamente, a produção continuou e o resto vocês já sabem. O site oficial dele conta melhor essa história.

As artes do desenhista de produção Ralph McQuarrie foram fundamentais para sedimentar o visual da ópera especial de Lucas. Enquanto alguns escancaravam as influências de Lucas de ficções anteriores – o C-3PO dele era quase idêntico à robô Maria de “Metropolis” – outras se mostravam até um pouco melhores do que o resultado final, como o capacete meio insectóide que ele imaginou para Darth Vader.

McQuarrie possuía um requinte pulp em seus trabalhos, portanto não é de se espantar que sua carreira cresceu nas ficções e aventuras dos anos 70 e 80. Trabalhou nos outros dois “Star Wars” da trilogia original, fazendo até uma ponta como o General Pharl McQuarrie em “O Império Contra-Ataca”, e o restante do currículo seguiu por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “E.T.”, “Cocoon” (fez parte da equipe deste filme que ganhou um Oscar de Efeitos Especiais), “Caçadores da Arca Perdida”, “Jornada nas Estrelas IV” e “Parque dos Dinossauros”.
Morreu no sábado, de causas não divulgadas. Estava aposentado, sofria de Mal de Parkinson e por isso estava impossibilitado de responder a pedidos de fãs para autógrafos. Sobre a morte do amigo, um trecho do que George Lucas disse (o resto está aqui):
Estou profundamente entristecido com o falecimento de um artista tão visionário e um homem tão humilde. Ralph McQuarrie foi a primeira pessoa que contratei para me ajudar a conceber ‘Star Wars’. Sua contribuição genial, na forma de pinturas de produção inigualável, impulsionava e inspirava todos do elenco e da equipe da trilogia original. Quando as palavras não podem transmitir minhas idéias, eu poderia sempre apontar para uma das ilustrações fabulosas de Ralph e dizer: ‘Não é assim’.

Estreia hoje. Mas só usei esse gancho como desculpa pra postar a imagem acima, do Fuck Yeah Dementia.
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Vou falar mais sobre isso por aqui nos próximos dias, creio eu.

Criação de Cecília Torres.
Ah, não conheceu ainda Bruno Aleixo? Não seja por isso…
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Tudo bem, tivemos a Luiza do Canadá e o suposto estupro (ou “tira-teima de penetração”) no “Big Brother Brasil”, mas tirando esses assuntos (ir)relevantes, o primeiro mês de 2012 nos trouxe dois fatos que poderão definir a cultura pop no restante do ano, quiçá na década: o disco de estreia de Lana Del Rey e a aposentadoria de George Lucas.
A primeira é um corpo estranho ainda em processo de fabricação. Uma espécie de Lady Gaga indie, Lana Del Rey combina antigas e aprovadas táticas de marketing acerca do imaginário feminino – visual pin up, olhar fatal, lábios carnudos, voz blasé-sensual – com arranjos cool-dramáticos
ao estilo de Nancy Sinatra, influência assumida da moça.
Até 2011, era Lizzy Grant, uma cantora “normal” que até já havia lançado um disco que passou completamento batido, até mudar de nome e de atitude, deixando esse fenômeno sazonal e inexplicável chamado hype fazer o resto do trabalho. Sua música “Video Games” passou no seriado “Ringer”, o clipe da mesma viralizou rapidamente no YouTube, a imprensa musical foi atrás, etc. etc.
E com o hype positivo, veio também o negativo, principalmente após o lançamento de “Born to Die”, o “disco de estreia” da ex-Lizzy. Seu pai é milionário e é também seu empresário. Ela não canta nada. Sua apresentação no “Saturday Night Live” foi horrível. O disco decepcionou. Existem agora mil maneiras de odiar Lana, invente uma.
Já George Lucas pegou todos de surpresa. Afinal, o verdadeiro pai de Luke Skywalker tinha (tem ainda) muitos planos para “Star Wars”: relançamento dos seis filmes nos cinemas em 3D, uma série de TV, os jogos de sempre, seu próximo filme “Red Tails”, um possível quinto “Indiana Jones”… mas o fracasso de sua tentativa em obter distribuição para este último, mais a saraivada de críticas que recebeu pela nova trilogia de “Star Wars” e “Indiana Jones 4″ deixaram o velho sensível e anteciparam seu fim de carreira como autor de cinema.
E o que esses dois têm a ver com os rumos culturais de 2012? Lana é a nova tentativa da indústria musical – ou o que sobrou dela – para construir uma nova unanimidade, que agrade fãs da música pop mainstream descarada quanto a sensibilidade sofisticada dos caçadores de “boa música”, definidora do bom gosto.
Já a saída de cena de Lucas – o cineasta comercialmente mais bem sucedido da história – pode significar uma brecha para uma ruptura com o modelo gerado por ele. Com “Guerra nas Estrelas”, Lucas provou duas coisas: que dá certo criar roupagens modernas para mitos seculares; e que o filme pode ser um veículo para formas paralelas de ganhar dinheiro.
Para sair do seu atual marasmo, a música pop carece de movimentos ou estrelas de alcance e linguagem universal. Para voltarmos aos bons filmes, precisamos abolir a radicalização do cinema-marketing-de-bonecos, cujo abuso maior é a cinessérie “Transformers”. Não acho que isso vai acontecer rapidamente – e na verdade toda essa teoria pode ser uma viagem errada minha. Estou apenas dizendo tudo isso porque eu quero acreditar que tempos melhores virão.

Pois é, em entrevista com o título “George Lucas está pronto para subir os créditos“, o nerd-mor desafabou bonito e anunciou que vai se aposentar dessa brincadeira de fazer filmes após se desiludir com o pouco apoio recebido para seu novo filme, “Red Tails”:
Esta foi uma sensação nova para George Lucas. Ele fez um filme sobre um grupo corajoso de lutadores da liberdade que lutam contra um império do mal – um filme carregado de efeitos especiais, como ninguém tinha visto antes. Então ele mostrou a executivos de todos os estúdios de Hollywood. E cada um deles disse: “Não.”.
Executivos de um estúdio nem sequer apareceram para a exibição. “Não é este o seu trabalho?” Lucas diz, surpreso. “Não é o seu trabalho, pelo menos ver os filmes? Não é como um garoto de Sundance chegando lá e dizendo, ‘eu tenho este pequeno filme – você o assistiria? ” Se Steven (Spielberg) ou eu ou Jim Cameron ou Bob Zemeckis chegamos, eles dizem, ‘Nós não queremos nem se aborrecer em vê-lo….’”
(…)
“Estou me aposentando”, disse Lucas. “Estou me afastando do negócio, da empresa, a partir de todo esse tipo de coisa.”
Ele teve o cuidado de deixar uma cláusula de fora para um quinto “Indiana Jones”. Mas por outro lado, “Red Tails” será o último blockbuster que Lucas fará.
(…)
“Por que eu iria fazer mais”, diz Lucas sobre os filmes de “Star Wars”, “quando todo mundo grita com você o tempo todo e diz que pessoa terrível você é?”
Devo falar mais sobre isso em breve, mas já da para o dizer o seguinte: George, não seja assim.







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