Bem bonito. Tentem acertar sem usar o Google. O gabarito, para quem quiser:
A – Amelie Poulain
B – Grande Lebowski (Big Lebowski)
C – Cidadão Kane
D – 007 contra o Satânico Dr. No
E – Edward Mãos de Tesoura
F – Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off)
G – O Poderoso Chefão (Godfather)
H – Hobbit
I – Inception
J – Jurassic Park
K – O Discurso do Rei (King’s Speech)
L – Lawrence da Arábia
M – Meu Vizinho Totoro
N – A Noite dos Mortos-Vivos (Night Of the Living Dead)
O – Era Uma Vez no Oeste (Once Upon a Time in the West)
P – Pulp Fiction
Q – Rápida e Mortal (The Quick and the Dead)
R – Rocky
S – Star Wars
T – Titanic
U – Up
V – Um Corpo Que Cai (Vertigo)
W – O Mágico de Oz (Wizard of Oz)
x – X-Men
Y – Yojimbo
z – Zodíaco
De novo Danilo Cabral deu a dica.

Ano fraco de filmes tanto no mainstream quanto no alternativo. O óbvio aconteceu, com o final de “Harry Potter” e o terceiro “Transformers” passando da casa do bilhão de arrecadação, além de um bom desempenho do quarto “Piratas do Caribe”. Mas este também foi um ano em que nenhum filme de super-herói da Marvel ou da DC alcançou o top 10 mundial – que nem em 2009, ano de “Wolverine” e “Watchmen”.
Os dois únicos blockbusters que me instigaram foram os que menos se esparava algo de bom: “X-Men: Primeira Classe” e “Planeta dos Macacos: A Origem”. O quinto longa da cinessérie mutante fez uma aposta ousada ao tirar o Wolverine, rejuvenescer Magneto e Xavier e ambientar tudo nos anos 60, remetendo à real origem do grupo – e ao clima de Guerra Fria – nas HQs. Já a macacada também surpreendeu ao explorar a gênese do primeiro símio inteligente e resgatar a metáfora social engajada da série. E é curioso fazer o paralelo com os dois anti-heróis desses filmes: César é Magneto com pelos.
Também foi mais um ano do declínio do star system reinante nos anos 90. “Larry Crowne”, com Julia Roberts e Tom Hanks, levou uma lavada na bilheteria dos robôs de Michael Bay, fato impensável há alguns anos. Talvez seja o último ano de um filme que traga Tom Cruise como protagonista e obteve boa bilheteria (Missão Impossível: Protocolo Fantasma).
Na ala “respeitável”, Almodóvar marcou um belo gol com o terror psicológico “A Pele Que Habito”; em Cannes, Lars Von Trier estragou a divulgação de um seus melhores filmes, “Melancolia”, com umas asneiras sobre Hitler; também em Cannes, “A Árvore da Vida” de Terrance Malick levou a Palma de Ouro (bom filme, mas “Melancolia” é melhor); Woody Allen caiu de novo com o bobinho “Meia-Noite em Paris”; Scorsese revisitou bem a carreira de George Harrison; e Darren Aronofsky e David Fincher foram tapeados pelos Weinstein no Oscar, com o esquecível “O Discurso do Rei” passando a perna em “Cisne Negro” e “A Rede Social”.
Dentre as decepções e micos, acho que foram justamente para os demais filmes de heróis – “Lanterna Verde” e “Besouro Verde” foram bombas, “Thor” e “Capitão América” apenas medianos – e o “muito barulho por nada” de “A Serbian Film”, que teve um lançamento no país atropelado por liminares antipedofilia.
Os 10 melhores filmes de 2011
* Melancolia
* X-Men: Primeira Classe
* Super 8
* O Palhaço
* Cisne Negro
* Planeta dos Macacos – A Origem
* George Harrison: Living in the Material World
* Drive
* A Pele Que Habito
* A Árvore da Vida
Os 10 piores, mais decepcionantes ou micados filmes de 2011
* Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua
* Um Lugar Qualquer
* Lanterna Verde
* Sucker Punch
* Capitão América
* A Serbian Film
* Thor
* Se Beber Não Case 2
* Meia-Noite em Paris
* O Discurso do Rei
Vi no Omelete essas homenagens (no site tem mais) que os gêmeos fizeram para Chris Claremont, um dos convidados da Rio Comicon. Claremont foi o principal roteirista dos X-Men na década de 80 e responsável direto pelo imenso sucesso dos mutantes até hoje.
Sobre a Rio Comicon e eventos de HQ afins no país, Paulo Ramos faz um resumo:
A pergunta que fica, ainda sem uma resposta muito clara, é por que este ano concentrou uma gama tão grande de encontros de histórias em quadrinhos, em diferentes estados?
Embora os motivos disso ainda sejam um pouco nublados, é possível trilhar um caminho de resposta. Um, não, dois caminhos.
A primeira trilha leva a um seleto grupo de pessoas que dedica boa parte do tempo livre para dar vez e voz à área. Muitos dos eventos só existiram por terem organizadores assim.
Outro caminho de resposta se pauta em questões comerciais. Não é equivocado supor que alguém tenha interesse em capitalizar com publicações em quadrinhos.
Pode não ser um retorno apenas imediato, como a venda de publicações diretamente aos leitores que passaram pelos estandes.
Pode ser a longo prazo, com olhos na formação de público. Planta-se hoje para colher num segundo momento. Algumas editoras e livrarias figuram seguramente nesse rol.
Há certamente outros motivos, que peço aos leitores do blog a ajuda de elencar. Mas fato é que os eventos estão aí e trazem, com eles, uma gama de lançamentos diferentes.

* Pra quem ainda se importa com as tentativas da MTV em manter o “music” do seu nome, saíram as indicações para o VMA 2011: Katy Perry na frente com nove. Foster the People, Chromeo, Beastie Boys e Tyler The Creator também pegaram umas migalhas [NME e Hollywood Reporter]
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=4Zdl3YiXMFg]
* A Comic-Con começou ontem com a chamada Preview Night da quarta-feira. Até onde sei, sei que a imprensa e blogosfera brasileira estarão representadas lá em San Diego por Omelete, Judão, Pink Vader, Folha.com e UOL. E aqui no Quadrisônico “copiarei com exclusividade” alguns highlights de lá nos próximos dias.
Apesar de um pouco epilético (câmera na mão, normal), o vídeo acima do Pink Vader mostra bem a dimensão do evento. Enfim, estarão lá nos proximos dias os dispensam-apresentações Steven Spielberg, Francis Ford Coppola, Steven Soderbergh e Ridley Scott, todos mostrando seus próximos filmes (ver link da Folha no parágrafo anterior).
Só para começar os trabalhos, o namorado de Lois Lane nas HQs “rebootadas” da DC agora se chama Jonathan Carroll, repórter do Planeta Diário [Newsarama]
* Já no Brasil, quem estará no próximo festival YouPix, que rolará nos dias 17 a 19 de agosto, é o criador do 4Chan, Christopher “moot” Poole [YouPix]
* Grant Morrison não gostou muito de roteirizar os X-Men porque eles são “muito angustiados”. Falou ainda que gostou mais de trabalhar na HQ de Batman. “I’m allowed to play with something a little purer”. [Vulture]
[vimeo=http://vimeo.com/17450666]
* Vídeozinho divertido sobre a fonte Comic Sans e porque haters gonna hate, já que ela é feia mas está aí firme e forte nos Windows da vida [Blue Bus]
* Vai sair um documentário sobre Paul McCartney e seus dias após o 11 de Setembro. Olha, é muita heresia minha dizer que isso não parece uma boa ideia? [NME]
* “Insurance” (seguro) é a palavra que mais dá dinheiro ao Google via AdWords. Depois vem “empréstimos” e “hipoteca” [Link]

* Mashup de Devianart: Super Mario x X-Men. No link tem mais imagens [Buzzfeed]
* Alex Tse, roteirista culpado – sim, é esse o termo – pelo filme “Watchmen”, é contratado para reinventar “O Corvo” nos cinemas. Tenha medo. ATUALIZAÇÃO: Bradley Cooper (!) vai estrear isso? Tenha mais medo! [Cinema em Cena / Omelete]
* O diretor coxinha Ron Howard vai dirigiar a adaptação pra cinema da HQ clássica da “MAD”, “Spy vs. Spy” [SuperHeroHype]

* Poster de “Brave”, novo filme anunciado pela Disney/Pixar. Não há muitos dados sobre ele ainda, mas a imagem sugere algo meio fantasia de fadas [Bleeding Cool]
* Jamie Foxx vai estrear o próximo de Tarantino, “Django Unchained”. Leonardo DiCaprio, Christoph Waltz e Samuel L. Jackson também estão no elenco [Variety]

* Reboot nas HQs é o novo preto. Depois da DC, agora são os X-Men que vão passar pela “megareformulação que vai mudar tudo para sempre” da semana. Pra resumir: a partir de julho nos EUA, com o evento “Schism”, serão duas equipes, uma liderada por Ciclope, outra por Wolverine, e a revista de publicação mais longa da Marvel, “Uncanny X-Men”, vai acabar em sua edição 544. Sendo substituída pelas revistas “Wolverine & the X-Men” e… “Uncanny X-Men #1″. Não tentem entender (Newsarama e MDM).
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1-b78TKZIyw]
* Você deve saber que “Duke Nukem Forever” é o “Chinese Democracy” dos games: um dos lançamentos mais adiados da história e repleto de problemas nos bastidores, como a obsessão do criador do jogo pra fazer algo perfeito. Pois agora que o dito cujo saiu, Carlos Merigo, do site Brainstorm 9, explica toda a lenda em detalhes. Senta que lá vem história.

* J. K. Rowling está lançando uma campanha viral misteriosa, com a hashtag #pottermore, sites misteriosos, Twitter, Youtube e o escambau. Ou seja, nada de largar o osso de Harry Potter nem tão cedo, pelo visto. O YouPix conta tudo.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=DUUcOmgYEhY]
* Trailer do próximo filme dos Muppets tirando onda do Lanterna Verde. Ponto (Vulture).


* Dica de Dani Arrais: o Tumblr antisenso comum Yes, But No.

(tem SPOILER)
Cronologia de história de super-herói sempre foi um tema delicado nos quadrinhos. Há algum tempo passou a ser complicado no cinema também. As sequências dos filmes de HQ enfrentam principalmente problemas de orçamento, desgaste criativo, envelhecimento de atores e desinteresse do público. O antídoto encontrado até o momento foi o “reboot”, recurso que reapresenta as franquias de sucesso e que vm gerando a fase dois da onda dos filmes de HQ da última década. Aconteceu com o Superman, Batman, Hulk e agora com os X-Men, que em 2000 revitalizou o gênero, tornando-o finalmente uma unanimidade de crítica e público.
“X-Men: Primeira Classe” chegou às telas cercado de uma desconfiança gerada pelo péssimo marketing e o desgaste do universo mutante nas telas após os fracos “X-Men 3″ e “Wolverine”. Mas ninguém contava com a astúcia de um sujeito fundamental na consolidação dos mutantes no cinema: Bryan Singer, diretor de “X-Men” e “X-Men 2″, retornando à sua cria como produtor e roteirista. Não se iluda: por mais competente que seja o diretor Matthew Vaughn (de “Kick-Ass”), cada frame de “Primeira Classe” tem o DNA mutante de Singer.
Como toda boa criação de ficção científica e/ou fantasia, os X-Men tem em suas metáforas sociopolíticas sua força motriz. Surgiram na gênese da Marvel nos anos 60, em uma conjuntura complexa: Guerra Fria, lutas por direitos civis, aceitação de minorias (gays e negros em especial), paranoia da energia nuclear, conscientização da juventude. Singer sabia disso, mas em 2000 ele não podia simplesmente apresentar o supergrupo mutante exatamente dessa forma porque enfrentaria uma óbvia resistência do público leigo. Quatro rentáveis filmes depois, agora ele pode. O contexto da década de 60, fundamental para o conceito dos X-Men até hoje, é praticamente um personagem – se não “o” personagem – em “Primeira Classe”.
E é por isso que seria impossível contar a origem dos Caim e Abel mutantes, Xavier e Magneto, sem ambientá-los corretamente. Então, ignorando os outros quatro filmes o suficiente para não exigir demais da memória dos leigos mas citando-os sutilmente o bastante para alegrar os nerds, Singer e Vaughn constroem com habilidade não apenas a atmosfera sessentista, mas também os dois arcos principais: a caça de Magneto a Sebastian Shaw, mutante poderoso e influente que matou seus pais e que almeja uma hecatombe nuclear que varrerá os não-mutantes do planeta; e a jornada de Xavier em encontrar mais semelhantes para convencê-los a, como diz o chavão da HQ, “lutar por uma Humanidade que os teme e odeia”.
Existem dois aspectos importantes no sucesso qualitativo deste filme. O primeiro é a ousadia da Fox e da Marvel em retornar ao universo mutante sem algumas das principais referências que o inconsciente coletivo possui dos filmes anteriores. Uma delas é a tarimbada dupla Patrick Stewart (Xavier) e Ian McKellen (Magneto), bem representada agora na juventude por um descolado James McAvoy e um tenso e obstinado Michael Fassbender. Não vemos mais também a chamada elite da primeira trilogia dos x-filmes – Ciclope, Tempestade, Jean Grey e Vampira. E principalmente há a ausência de Hugh Jackman/Wolverine*, considerado pela própria Marvel o real protagonista da X-franquia dentro e fora das HQs. Dito isso, é um alívio sentir – como o sucesso de bilheteria deste filme vem atestando – que é possível fazer bons filmes dos X-Men trazendo novos personagens, aprofundando outros e criando situações inéditas.
O outro ponto é o nítido interesse de Singer em trazer cada vez mais elementos “roots” dos quadrinhos, agora que filme de super-herói não é mais visto com tanta desconfiança. O cara que ouviu muita chiadeira dos fanboys quando trocou os uniformes coloridos por couro preto em 2000 agora quer fazer as pazes com esse público resgatando os uniformes azul e amarelo da primeira formação dos X-Men nas revistas. Perceba ainda que o roteiro envolve mísseis, que nem na primeiríssima história dos mutantes, no longínquo setembro de 1963. E o que dizer de Banshee, subestimado mutante da segunda formação usando seus poderes? E os segundos finais, com o uniforme e capacete de Magneto com o layout e cores criados por Jack Kirby também em 1963?
E outro grande acerto foi a escolha de elenco, visto que nem nos filmes anteriores havia essa oferta de tantos bons atores. McAvoy e principalmente Fassbender esbanjam carisma e esforço de interpretação na construção dos jovens Xavier e Magneto, trazendo ao espectador a empatia que vai ancorá-lo à trama do início ao fim. Também são competentes o sempre ótimo Kevin Bacon como Sebastian Shaw e a revelação Jennifer Lawrence (“Inverno da Alma”) como Mística. Outros não chegam a brilhar, mas também não comprometem, como Nicholas Hoult (Fera), Jason Flemyng (Azazel) ou Caleb Landry Jones (Banshee).
Como pontos fracos da produção, podemos destacar alguns mutantes periféricos de uso apenas na ação; a Emma Frost de January Jones, linda porém extremamente blasé; e as várias porém discretas falhas na trama. Citemos por ora a ausência total dos pais de Xavier (se ele era rico e bem criado, fazia sentido aparecerem, ou não? E onde foram parar, entregando a mansão para ele?); a incoerência de Magneto matar soldados com seus poderes mas não conseguir usá-los contra Shaw assim que este acabou de matar sua mãe; o porquê de Xavier continuar mantendo Shaw congelado quando Magneto está prestes a matá-lo e outras coisinhas mais.
Há ainda algumas contradições que criou com o restante da franquia, gerando uma forte relação fraternal entre Xavier e Mística que sequer existiu nos outros quatro filmes, além de ignorar o fato de Ciclope, Jean e Tempestade terem sido os primeiros recrutados por Xavier no filme de 2000.
A meu ver, “X-Men: Primeira Classe” não pode ser rigorosamente comparado com os “X-Men” 1, 2 e 3 devido ao contexto completamente distinto em que se encontra. Qualitativamente, encontra-se superior ao 3 e “Wolverine”, tão bom quanto o 1 e ainda inferior ao 2, o melhor até agora. Mas tem uma coisa que nenhum dos outros quatro tem: o DNA mais próximo das HQs originais. Em pleno 2011, é até bonito ver Kevin Bacon citar o termo “Filhos do Átomo” em salas de cinema do mundo todo. Pelo menos no cinema, os X-Men estão mais aceitos do que nunca.
* MAIS SPOILER: Quer dizer…. há uma cena em que Wolverine aparece, mas como mero “easter egg”. Ele só não é mais personagem de fato, como você deve ter entendido se já viu o filme antes de ler o texto.

Ver January Jones – mulher bonita de nome estranho do elenco da série “Mad Men” – de lingerie. Para quem é noob do quadrinho, ela interpreta a mutante Emma Frost, codinome Rainha Branca, que é conhecida por seu figurino fatal com elementos sadomasô. Sim, é fetiche nerd nos picos, nem se iluda.
Na verdade, estão dizendo por aí que o filme é até muito melhor do que a publicidade deu a entender. Será? Vamos saber na semana que vem – dia 3 de junho para ser mais exato, quando o filme estrear nos EUA e no Brasil também.

Vi no blog dele.
Quem fez foi um tal de Joe D! e vi no Ain’t It Cool News. Mas não, infelizmente não será a abertura oficial do filme.
Ah sim… a música é uma versão meio Bondiana do tema do primeiro desenho dos X-Men.






COMENTÁRIOS RECENTES